Jd Morbidelli
Alguns fatos históricos ocorridos no ano de 1910: depois de sofrer perseguições por parte do governo chinês, o 13º Dalai Lama – líder budista – foge do Tibet para a Índia; morre em Astapovo, na Rússia, o pacifista Liev Tolstói, um dos maiores escritores de todos os tempos; Thomas Edison inaugura publicamente seu kinetófono – cinematógrafo munido com som –; nasce na República da Macedônia Agnes Gonxha Bojaxhiu – ou melhor, Madre Teresa de Calcutá –, um dos maiores exemplos de solidariedade e amor ao próximo que o mundo já conheceu; após assistirem a uma partida de futebol de um time inglês, cinco operários fundam, em São Paulo, o Sport Club Corinthians Paulista, time cuja paixão transcende os limites entre a razão e a loucura, ganhando proporções de crença religiosa.
Torcer, gritar, sofrer, comemorar, viver intensamente cada jogo, cada campeonato. Ser corinthiano vai muito além de gostar de futebol; é como fazer parte de uma força motriz, inexplicavelmente poderosa, capaz de quebrar paradigmas e protocolos, lançar moda, estabelecer culturas e unir povos. Também gera rivalidades, é claro, para o bem do futebol! Corinthianismo é um sentimento que se adquire desde pequeno, tão marcante que deveria vir como marca de nascença, um órgão essencial para a sobrevivência e a continuidade da espécie. O Corinthians é como parte do próprio corpo humano, uma artéria do coração, a melhor metade da alma – o amor! Um amor que cresce a cada minuto e até assusta. Enquanto existir o Corinthians, haverá o amor. E como o amor jamais acaba, o Corinthians também é infinito, e infinita é a sua grandeza!
Difícil, entre tantas conquistas, apontar a mais importante: para alguns, o Campeonato Paulista de 1977, que marcou o fim de um jejum “interminável”; para outros, o Campeonato Brasileiro de 1990 e a explosão do craque Neto – o eterno xodó da fiel – com a camisa alvinegra; há quem prefira o Mundial de Clubes de 2000, decidido numa eletrizante disputa de pênaltis aos olhos de mais de 25 mil alvinegros; ou, ainda, a Libertadores, seguida pelo Bicampeonato Mundial de 2012. Não importa! A maior conquista é aquela estampada, em letras maiúsculas, no dia 1º de setembro de 1910. Afinal, foi ali que tudo começou!
Obrigado, Corinthians!
JD Morbidelli
Jornalista
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