Gabriel Fidalgo
O Corinthians segue em busca de um treinador para a temporada de 2023. Estrangeiros e brasileiros foram especulados até o momento. Caso o nome seja mesmo de fora do país, será uma espécie de “tira-teima recente” entre resultados positivos e negativos com a escolha por um profissional estrangeiro.
Em 2005, o então vice-presidente de futebol Andrés Sanchez teve problemas até para encerrar o vínculo com o argentino Daniel Passarella. O ex-zagueiro e ídolo da seleção argentina somou apenas 15 partidas como treinador alvinegro. Acabou sendo demitido sem deixar praticamente nenhum legado para seu sucessor, Márcio Bittencourt. Pior, ainda caiu após goleada sofrida para o São Paulo, no Pacaembu, por cinco a um.
Já Vítor Pereira foi praticamente o oposto do argentino. Soube falar a linguagem do torcedor nos momentos críticos. Deixa diversos “miúdos” em nível de ajudar no ano que vem, mesmo em partidas importantes. Trouxe reforços certeiros e que rapidamente caíram nas graças do torcedor. Nitidamente, entrega um departamento de futebol melhor do que encontrou, e, mais ainda, deixa sugestões de melhorias e caminhos para a diretoria seguir. Promete um dia voltar…
Caso o novo treinador seja mesmo estrangeiro, a expectativa será de um trabalho ao menos parecido com o de VP. A grande vantagem para quem vai chegar é pegar um processo de evolução bastante relevante, e caberá a este profissional não acabar com o legado de Vítor Pereira.

