Jose Roberto
Lendo este tópico passou um filme na minha cabeça e eu na época tinha somente dezesseis anos de idade e ainda me lembro muito bem deste jogão e o time da Ponte Preta era muito superior tecnicamente mas ganhamos na raça e também graças a expulsão totalmente infantil do atacante Rui Rei e reza a lenda que estava vendido, haja vista que posteriormente foi contratado pelo Corinthians. Nada disto importa nem a superioridade do time adversário muito menos está suposta fraude e o que importa foi que vencemos um dos três melhores time do Brasil na época e foi do jeito que o torcedor corintiano gosta pois com raça e o coração? No bico da chuteira e o por que de não acreditar numa vitória no Maracanã na próxima quarta feira? Eu acredito e vai Corinthians contra tudo e contra todos.
em Bate-Papo da Torcida > A quebra do jejum - 1977
Em resposta ao tópico:
13 de Outubro, 1977
Nosso Corinthians em 77, sofria com um jejum de títulos de praticamente 23 anos! Foram 22 anos, oito meses e seis dias, sem comemorar, sem soltar a voz e dizer que éramos campeões. Se fosse nos dias de hoje, hein?!
Esse grito estava preso, escondido, não só na garganta, mas, na alma e no coração de todo corinthiano.
Em 1977, para tentar levar o time ao título, Vicente Matheus, foi atrás e trouxe o técnico Oswaldo Brandão de volta, achando que ele nos 'libertaria' do sofrimento e uma vez mais ele aceitou o desafio de treinar o Corinthians.
Algumas reportagens da época dizem que, após perdermos um jogo para o Guarani por 1x0, todos achavam que essa derrota impediria a conquista do título de 77. Alguns jogadores daquele time campeão, contam que, o técnico Brandão se trancou com eles no vestiário e não deixou mais ninguém entrar, nem mesmo o presidente. Ele olhou para cada jogador e disse: 'Agora, só de depende de vocês. Agora é com vocês.'
Depois disso o time ganhou todos os jogos restantes, inclusive a final contra a Ponte Preta. Eles quiseram vencer, lutaram em campo por isso. Foi com sangue nos olhos, na alma e na raça!
O nosso pé de anjo (O Basílio na época era chamado assim...) foi o escolhido, pelo destino, ou por Deus, quem sabe, não é?
Na verdade, isso pouco importa, o importante mesmo, foi o grito, os abraços, as orações e promessas, foi o choro, cada joelho dobrado, foi cada lágrima derramada, de alegria, de alívio, de liberdade!
36' do 2° GOOOOOOOOOL!
Falta na ponta direita, Zé Maria cobra, Basílio desvia a bola de cabeça, Vaguinho chuta no travessão, na sobra, Wladimir cabeceia e Oscar salva sobre a linha e finalmente a bola sobra para Basílio que chuta para marcar o gol da raça corintiana.
Era o gol do coração, do escolhido, foi o gol da libertação de um sofrimento.
Ufaaaaa! Foi o gol do alívio da alma de uma nação!
Pode comemorar, fiel!
É CAMPEÃO!
E lá se vão 45 anos...
Vai, Corinthians! (: