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Eu estava lá, era pequeno, mas lembro de cada momento, do clima...
Tenho os 3 ingressos (em papel). Fui nos 3 jogos.. Se algum colecionador quiser comprar, colocar num quadro, deixar no seu memorial, a gente vê um valor..
O último jogo foi numa quinta e na época, era comum, comemorar na paulista..
Teve comemoração na quinta, na sexta, no sábado e no domingo..
Época que cada um fazia sua própria bandeira e levava seu rojão e na saída, milhares descendo a rampa, no empurra empurra, pegava aqueles 'pão com mortadela' que o cara vendia numa caixa aberta, mas a maioria, na empolgação e tumulto, nem pagava. Rs.. O cara não dava conta de cobrar...
Na compra do ingresso você disputava com a cavalaria da PM, indo pra cima, pra tentar seu ingresso. Era na raça... Bons tempos.. Em que o futebol era do povo, de verdade...
Se você reparar, a história do Corínthians é feita de momentos épicos, superações,. Não tem meio termo..
em Bate-Papo da Torcida > A quebra do jejum - 1977
Em resposta ao tópico:
13 de Outubro, 1977
Nosso Corinthians em 77, sofria com um jejum de títulos de praticamente 23 anos! Foram 22 anos, oito meses e seis dias, sem comemorar, sem soltar a voz e dizer que éramos campeões. Se fosse nos dias de hoje, hein?!
Esse grito estava preso, escondido, não só na garganta, mas, na alma e no coração de todo corinthiano.
Em 1977, para tentar levar o time ao título, Vicente Matheus, foi atrás e trouxe o técnico Oswaldo Brandão de volta, achando que ele nos 'libertaria' do sofrimento e uma vez mais ele aceitou o desafio de treinar o Corinthians.
Algumas reportagens da época dizem que, após perdermos um jogo para o Guarani por 1x0, todos achavam que essa derrota impediria a conquista do título de 77. Alguns jogadores daquele time campeão, contam que, o técnico Brandão se trancou com eles no vestiário e não deixou mais ninguém entrar, nem mesmo o presidente. Ele olhou para cada jogador e disse: 'Agora, só de depende de vocês. Agora é com vocês.'
Depois disso o time ganhou todos os jogos restantes, inclusive a final contra a Ponte Preta. Eles quiseram vencer, lutaram em campo por isso. Foi com sangue nos olhos, na alma e na raça!
O nosso pé de anjo (O Basílio na época era chamado assim...) foi o escolhido, pelo destino, ou por Deus, quem sabe, não é?
Na verdade, isso pouco importa, o importante mesmo, foi o grito, os abraços, as orações e promessas, foi o choro, cada joelho dobrado, foi cada lágrima derramada, de alegria, de alívio, de liberdade!
36' do 2° GOOOOOOOOOL!
Falta na ponta direita, Zé Maria cobra, Basílio desvia a bola de cabeça, Vaguinho chuta no travessão, na sobra, Wladimir cabeceia e Oscar salva sobre a linha e finalmente a bola sobra para Basílio que chuta para marcar o gol da raça corintiana.
Era o gol do coração, do escolhido, foi o gol da libertação de um sofrimento.
Ufaaaaa! Foi o gol do alívio da alma de uma nação!
Pode comemorar, fiel!
É CAMPEÃO!
E lá se vão 45 anos...
Vai, Corinthians! (:




