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Mano, era só aprenderem o que significa prescrição e decadência jurídicas. Há algum tempo eu expliquei essa parada:
COMENTÁRIO DE CARLOS EM 'CORINTHIANS PARABENIZA EX-ZAGUEIRO...'
Publicado em 15 de Março de 2022 às 17h31
Há um problema óbvio aqui: ninguém aceita a legislação como é/era. Quando o crime prescreve, é quase como se tivesse pago a pena, não há mais 'dano à sociedade', ou seja, está encerrada a dívida do culpado.
Hoje, vivemos numa época na qual os crimes são tidos como perpétuos e imprescritíveis.
É importante notar que o ano de 1989 está no meio da virada jurídica, no Brasil, para a criminalização do abuso de menores e a pedofilia. Ou seja, naquela época, não era crime no Brasil, mas já estava sendo mal visto e condenado. Tivesse o caso ocorrido aqui, não teria gerado prisão. Um ano depois, com o ECA (estatuto essa criança e do adolescente) e a revogação do segundo Código de Menores, já seria crime também no Brasil.
Ou seja, a perpétua condenação moral está em conflito com a mentalidade e jurisdição da época. Os quatro jogadores brasileiros não seriam condenados no Brasil daqueles tempos.
Mas, aos olhos da maior parte da população a punição deve ser retroativa e perpétua.
Obs.: eu não defendi o ato deles, somente expus um problema de anacronismo. É diferente do caso do Lucas Ribeiro, acusado em 2019 por um vídeo com uma menina de 14 anos.
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Em resposta ao tópico:
Esse cara é um bom treinador, mas devido a merd* que fez na Suiça, toda vez que faz um bom trabalho e fica em evidência, essa história vem a tona e ele larga tudo pra poeira baixar.
É incrível que a história sempre se repete.
Faz um bom trabalho, nome fica em evidência, vem a história do caso, ele pede para sair...
