Paulo Henrique
Acredita, Corinthians!
Como acreditamos que um time de operários poderia jogar os campeonatos da época, contrariando todas as elites vigentes.
Como acreditamos em 76 e organizamos a apoteótica marcha ao Rio de Janeiro.
Como acreditamos em 77 e, com roteiro cinematográfico dentro da área do Morumbi, Basílio encerra a malfadada fila que tanto nos machucou.
Como acreditamos em 88, de Viola e companhia limitada.
Como acreditamos em 90, quando Neto e Tupãzinho calavam quem dizia que nós não vencíamos campeonato brasileiro.
Como acreditamos em 95, quando em mais um desenrolar hollywoodiano e de dar inveja em qualquer roteirista, vencemos o nosso maior rival, no fim do segundo tempo da prorrogação, com todas as luzes já apagadas.
Como acreditamos em 2000, vencendo a máquina vascaína da época e nos sagrando como o primeiro clube Campeão Mundial da FIFA. Torcedores rivais diziam que “O Corinthians não tem passaporte”. Que ironia, quis o destino que o campeonato ocorresse no Brasil, onde o Corinthians estaria próximo do seu povo.
Como não arredamos pé do estádio em 2002, pois todos nós acreditávamos em mais uma demonstração da aura sobrenatural do Alvinegro. (Dane-se que faltam apenas alguns segundos para o jogo acabar!) E eis que ela acontece com o corta-luz magnífico do Pé de Anjo, a chapada do Ricardinho, e a apoteose do povo corintiano, que nunca desiste e jamais desistirá.
E claro, como esquecer 2012. Acreditamos cada segundo daquele ano. O patinho feio da competição ia vencendo e avançando fases da Libertadores, para o desespero de metade do Brasil e de noventa por cento da mídia esportiva do país. Caberia ao poderoso Santos, atual campeão da Libertadores, por fim às ambições tolas do “virgem das américas”, correto? Errado. Éramos predestinados naquele ano e nada nos tiraria a vitória. Nem mesmo rivais de outros estados dando uma trégua na própria inimizade para torcer contra o Todo Poderoso, porque nada naquele momento era mais importante que impedir a tragédia que seria tal título. De nada adiantou. Campeões invictos da América.
Como bônus, o Japão conheceu o Corinthians e seu povo. Jogo inesquecível para Fernando Torres e companhia.
A nossa história, desde sua gênese, é marcada por um “acreditar” constante. Pouco importa as adversidades ou qualquer desígnio desfavorável que o destino atire em nós. Corintiano não dá um passo atrás, não desacredita e mesmo que tudo pareça perdido, ainda temos forças para acender a última vela para São Jorge e rezar por mais um milagre.
Acreditar, acreditar e acreditar.
Porque seria diferente agora?
ACREDITA, CORINTHIANS!
“Vamos Corinthians, essa noite, teremos que ganhar.'




