Carlos Silva
Complementando: realmente acredito que se saíssem do Corinthians hoje, ambos provavelmente acabariam em times medianos do futebol brasileiro. Simplesmente não tem mais as características para atuar no futebol brasileiro no mais alto nível. A história de Jadson e Ralf se repete...
em Bate-Papo da Torcida > Estamos numa sinuca de bico
Em resposta ao tópico:
A realidade é que o Corinthians hoje é refém dos próprios jogadores. Muitos se esqueceram com as contratações, mas o clube segue numa situação financeira complicada. E algumas das maiores dívidas, segundo o próprio balanço do clube, são com jogadores como Gil (R$ 11,6 milhões) e Cássio (R$ 2,6 milhões).
Não por acaso, dois dos jogadores que parecem estar mais acomodados no clube, e mesmo claramente prejudicando o desempenho do time, seguem como titulares inabaláveis.
Gil e Cássio estão na história do Corinthians. Mas além de acomodados, simplesmente não há mais espaço no futebol de alto nível para jogadores como eles. Saber jogar com os pés é uma obrigação para qualquer goleiro agora. Eles são essenciais pra construção de jogadas, como ficou claro no jogo contra o Palmeiras e mesmo contra o São Paulo, apesar da falha do Jandrei. O Cássio, além de não ter a mínima qualidade com os pés, atrasa a saída de jogo do time, erra lançamentos constantemente e permite que o adversário se compacte rapidamente e evite contra-ataques, limitando bastante do poder ofensivo do Corinthians.
Na mesma linha, os zagueiros hoje precisam saber jogar em linha alta e iniciar a construção de jogadas. Gil não tem nenhuma dessas habilidades, e inclusive faz a linha do Corinthians ficar ainda mais recuada por seu posicionamento. A estratégia dos adversários hoje também passa por deixar a bola com o Gil, sabendo das suas limitações. Até o Guarani percebeu isso e executou bem.
O problema é que essa dívida dá poder aos jogadores. O Corinthians não tem condições de pagar à eles, então eles fazem o “favor” de não reclamar publicamente ou colocar o clube na justiça, e acabam ganhando renovações sem sentido e uma vaga de titular intocável.
Agora é ver se apesar da grana que devem à eles, e a provável pressão da diretoria para que isso não aconteça, o Vitor Pereira tem a coragem de bancar os dois para implementar seu verdadeiro estilo de jogo, e o time se livre de duas peças que há mais de ano atrapalham a construção de um time competitivo.