Felipe Felipe Felipe
Rapaz tecnicamente não sei explicar, porque não sou estudioso, mas pelo que eu vejo, acho que ser, 10 ou 8 é referente a função que o jogador faz.
Acho que o 10 tem um passe e visão de jogo muito boa, além de flutuar o meio campo para todos os lados, dando superioridade numérica, para dar opção ou então entrar na área e fazer gol.
O camisa 8 pelo que vejo é um cara que da uma sustentação no meio campo, inicia as jogadas, chuta de longe e trabalha a posse de bola.
Não sei se é bem isso, mas deve ser por aí. Seria mais pensando que o cara joga mais a frente ou mais atrás.
Talvez hoje esse mistica da camisa não seja tão significativa como antigamente. O Renato Augusto mesmo foi revelado como camisa 10, ele é 10. Mas aqui jogou sempre com a 8. O futebol hoje em dia está muito mais versátil e as numerações não são levadas muito a rigor.
em Análise dos jogos > Quando os 8 cansam, viram 10?
Em resposta ao tópico:
Imagino que a esta altura muitos aqui já tenham visto o vídeo com Tite no Youtube do Coache's Voice, em que ele fala sobre as vitórias do Corinthians contra o Chelsea e da Seleção contra o Peru.
Caso alguém não tenha visto, estão aqui:
De uma hora pra outra, vemos mais uma onda de comentários sobre obviedades do campo tático do futebol por conta da fração bem pequena que Tite soltou nestes recortes, pois geralmente o site oferece mais do que vimos nos vídeos.
Trazendo para nossa realidade deste elenco, faço a pergunta do título desta postagem, pois me preocupa muito o desequilíbrio na montagem do grupo e de como se fixou a obsessão pelo 9 famoso, deixando de lado carências muito importantes e problemas mais graves.
Desde o final da temporada de 2017, última vez em que nos sentimos menos estressados ao assistir o Corinthians, vemos no time a irritação descrita super bem por Falcão aqui neste trecho:
Para o caso de não clicarem no link, é basicamente sobre o excesso de toques laterais e recuos para zagueiros quando os jogadores de meio não tem segurança ou técnica para saber jogar.
Quando aconteceram as contratações de Giuliano e Renato, pensei: bom, agora temos cérebro e técnica no meio e na saída do nosso jogo. Veio Guedes e depois Willian, e pensei: agora começa a complicar, porque são dois caras de lado em um elenco que só tem Jô como atacante central. Com a chegada de Paulinho ficou tudo escancarado. Definitivamente o clube contratou muito mais em função das oportunidades do que com o pensamento de montagem de um grupo equilibrado. Por que digo isso? Porque Renato até começou como 10 no VARmengo há muito tempo, mas tão logo chegou na Alemanha passou a jogar pelo lado e posteriormente mais pelo meio, mas não na função do 10 e sim na do 8. Quando muito, Renato era um 8,5, se cabe a liberdade criativa no termo. Com Giuliano a mesma coisa. Paulinho também. São três camisas 8 que vieram de praças menores (Giuliano da Turquia, Paulinho da Arábia Saudita e Renato da China), onde geralmente os camisas 8 muito talentosos acabam jogando mais à frente por conta do nível técnico inferior das competições.
O problema do nosso time começa quando após a festa com os nomes, nos damos conta de de dois pontos inegáveis: 1- não são os mesmos de 8,10 anos. E 2- em que nível está o restante do elenco? Os caras que certamente irão substituir muitas vezes os principais nomes justamente pela questão da idade implícita no ponto 1, entendem?
É possível jogar sem um camisa 10 natural? Sem um 9 sabemos que é, pois conquistamos títulos importantes sem um. Mas sem um 10? Nunca...
Para segunda pergunta, a respeito do restante do grupo, deixo aqui em destaque um trecho antigo com Telê Santana em que ele comenta sobre algo muito simples, por diversas vezes esquecido em meio a este monte de blefes que nos atordoa nas resenhas esportivas da TV, lotadas de pseudoespecialistas do aspecto tático do esporte.
E eu espero que Vítor e seus auxiliares consigam prover os nossos jogadores com o aspecto técnico que necessitam, apesar de Vitor nunca ter sido um grande jogador (passou MUITO longe disso). Pois embora acredite que o problema mais crônico é anímico, tem ali uma carência técnica gritante.

