Lucas Yamaguchi
Os dados estão em relatório preparado pelo estafe que cuida do estádio corintiano e que está preocupado com as quebras. No evento com ex-jogadores para testar a arena, alguns assentos já tinham sido quebrados no local em que as uniformizadas ficaram. Por isso, no último domingo, o clube pediu para que o torcedor preserve o estádio. A campanha agora vai aumentar porque o número registrado no jogo com o Figueira foi considerado alto.
No Parque São Jorge não se sabe se a maioria dos assentos quebrou porque torcedores assistiram à partida pulando neles ou foram destruídos por membros de organizadas que protestam contra o preço dos ingressos. Durante o jogo eles gritaram palavras de ordem contra o presidente corintiano, Mário Gobbi, e o diretor da arena, Andrés Sanchez.
A reposição das cadeiras não chega a ser problema porque o clube comprou 5% a mais do que precisava justamente para usar em casos de quebra. A instalação é rápida. Mesmo assim, já existe no clube quem defenda um aumento nos ingressos nos setores mais danificados para cobrir os prejuízos, caso o problema persista.
De acordo com o relatório financeiro da partida, foram vendidos 7.275 ingressos para as organizadas. Uma a cada 132,2 cadeiras ocupadas ficaram destruídas. Os torcedores corintianos que não são ligados às uniformizadas ocuparam 28.377 lugares, com uma quebra a cada 1.493,5 cadeiras.
Colocando na conta as 74 cadeiras danificadas e os 36.123 ingressos vendidos, temos um a cada 488 assentos ocupados quebrados.
Em termos comparativos, numa tarde de fúria em setembro de 2012 após derroa para o Corinthians pelo Campeonato Brasileiro, a torcida do Palmeiras quebrou 197 assentos. Na ocasião, 24.192 ingressos foram vendidos, mas nem todos os lugares tinham cadeiras.
Como baixar o valor dos ingressos se nem nossa torcida receita nossa casa? Se todo jogo for assim, imaginem o tamanho do prejuízo
em Estádio do Corinthians > VERGONHA! 55 cadeiras quebradas em setor de torcidas organizadas








