Icaro Kocin
Primeiramente, meus sentimentos pelo seu pai, amigo... Espero que esteja tudo bem contigo e com sua família por aí.
Hoje de manhã, o Youtube me recomendou o vídeo desta matéria. Eu já tinha assistido uma vez no ano passado, mas não me lembrava muito bem do que se tratava, então resolvi assistir de novo.
Revendo a matéria, recordei de como ela é sensacional! A mensagem que a reportagem transmitiu deveria ser passada para todos os torcedores! É triste pensar que o futebol é um instrumento que pode unir as pessoas, mas tem gente que prefere extrapolar alguns limites em nome do esporte.
O que você fez foi muito admirável e com certeza não te faz menos corintiano que ninguém!
Um forte abraço, cara! Fique bem!
em Bate-Papo da Torcida > Matéria do globoesporte: pai e filho (Ivan Moré)
Em resposta ao tópico:
Boa tarde, nação alvinegra. Me chamo Eduardo, e muitos me 'conheceram' pela matéria do globoesporte do ano passado, em que um filho (eu) se 'tornou' palmeirense pelo pai após a descoberta e uma cura de câncer.
Meu pai faleceu há 1 mês após o câncer ter voltado diretamente para seu cérebro, consequentemente tive um dia dos pais com o Palmeiras campeão sobre nós. Isso me trouxe uma reflexão muito forte, não só sobre o que fiz ano passado, mas também do que nos leva a ter essa paixão tão grande pelo nosso time.
Mesmo tendo vestido a camisa do rival por 1 ano para realizar o sonho do meu pai, hoje me sinto ainda mais corintiano do que era. Claro que todo meu vínculo com o rival se encerrou no momento que meu pai partiu, e por todo esse tempo eu achava que isso afetaria meu 'corintianismo' quando as coisas voltassem a ser o que eram.
Sinto o dever cumprido para com meu pai, e ao mesmo tempo meu coração se alegra todos os dias com o time que escolhi torcer desde meus 6 anos, que permeou meu casamento inteiro (fomos para o jogo do título de 2017 um dia depois da cerimônia) e que continuará daqui em diante sendo um dos orgulhos que carrego no peito. Agradeço também a vocês, tantos corintianos que me deram muita força na época da matéria, porque não foi nada fácil tomar aquela decisão. Mas sei que meu pai se foi feliz, pois ele sabia que palmeirense eu nunca seria de fato, mas que meu coração estava junto com dele independente da camisa.




