Felipe Moraes
Não é a toa que hoje ele colhe os louros desse empenho que teve fora de campo.
Jogadores brasileiros não gostam de treinar, não gostam de aprimorar suas deficiências.
São paparicados toda hora pela imprensa com o jargão do ' não existe jogador melhor que o brasileiro'.
Então os caras acham que não precisam se aprimorar, por isso, o salto gigantesco que alguns jogadores dão quando vão para a Europa, porque lá quem não procurar se aprimorar, está fora.
em Off topic > Futebol: O que um egípcio pode ensinar aos brasileiros
Em resposta ao tópico:
Fim de semana sem futebol, correndo os canais para assistir algo 'requentado' quando assisti na ESPN um especial do Mo Salah, o atacante egípcio do Liverpool. Nada menos que Gary Lineker, artilheiro inglês da Copa de 86 era o entrevistador. A carreira de Salah como futebolista é parecida com a de muitos outros jogadores mas um fato me chamou a atenção: Salah teve uma experiencia ruim no Chelsea quando veio contratado do pequeno Basel. A sua avaliação na Inglaterra é que não concluía bem e fazia poucos gols. Foi transferido para a Itália e procurou uma casa com um campinho de futebol onde instalou uma trave e treinava chutes a gols usando aquela lona que cobre o gol e deixa os quadrados abertos, 3 embaixo e 3 em cima para melhorar a sua precisão. Após muito treinamento individual Salah começou a fazer gols na Roma e foi transferido ao Liverpool onde nunca abandonou esses treinamentos por conta própria. Tudo isso para perguntar a vocês, o que é que os nossos jogadores fazem após os treinamentos ou nos seus horários longe do clube? O treino a exaustão leva a precisão mas a verdade é que aqui quando jogam o arroz com feijão, ganham salários milionários e se acomodam. Lá se não fizerem algo mais, com somente 2 horas de treinos obrigatórias diárias, não vingam. Triste realidade do futebol brasileiro e especialmente dos jogadores do Timão que perdem gols incríveis não por falta de habilidade mas por falta de precisão. Precisão é treino!

