Juliano Fonseca
Fim de semana sem futebol, correndo os canais para assistir algo 'requentado' quando assisti na ESPN um especial do Mo Salah, o atacante egípcio do Liverpool. Nada menos que Gary Lineker, artilheiro inglês da Copa de 86 era o entrevistador. A carreira de Salah como futebolista é parecida com a de muitos outros jogadores mas um fato me chamou a atenção: Salah teve uma experiencia ruim no Chelsea quando veio contratado do pequeno Basel. A sua avaliação na Inglaterra é que não concluía bem e fazia poucos gols. Foi transferido para a Itália e procurou uma casa com um campinho de futebol onde instalou uma trave e treinava chutes a gols usando aquela lona que cobre o gol e deixa os quadrados abertos, 3 embaixo e 3 em cima para melhorar a sua precisão. Após muito treinamento individual Salah começou a fazer gols na Roma e foi transferido ao Liverpool onde nunca abandonou esses treinamentos por conta própria. Tudo isso para perguntar a vocês, o que é que os nossos jogadores fazem após os treinamentos ou nos seus horários longe do clube? O treino a exaustão leva a precisão mas a verdade é que aqui quando jogam o arroz com feijão, ganham salários milionários e se acomodam. Lá se não fizerem algo mais, com somente 2 horas de treinos obrigatórias diárias, não vingam. Triste realidade do futebol brasileiro e especialmente dos jogadores do Timão que perdem gols incríveis não por falta de habilidade mas por falta de precisão. Precisão é treino!
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