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Já dá para ver o Dinizismo? Os primeiros efeitos no Corinthians de Garro e Bidon

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Anne 65 posts

Publicado no Fórum do Meu Timão em 29/04/2026 às 12:38
Por anne f (@anne-francischini)

Muito do início do trabalho de Fernando Diniz no Corinthians passa a ser associado à recuperação de Rodrigo Garro. Em 2025, o meia viveu um período de queda de rendimento e perda de protagonismo, mas a mudança de comando técnico fez seu nome voltar a ganhar status no time.

Depois de tudo, acidente, joelho, camisa 10, é natural que esse tipo de revalorização tenha impacto psicológico imediato. Mas a questão é apenas o aspecto anímico ou estamos vendo uma mudança de ordem tática dentro do chamado “dinizismo”?

organizar o jogo para aumentar o número de decisões do jogador talentoso dentro da construção coletiva

A mudança não está na função de Rodrigo Garro, mas especialmente no posicionamento de Breno Bidon.

Já bastante discutido, com Dorival, Garro e Bidon ocupavam zonas muito próximas no meio-campo, principalmente na construção intermediária. Isso gerava sobreposição de funções e pouca definição de quem seria o responsável por acelerar o jogo no último terço.

Com Diniz, Bidon recua e libera o jogo

Garro (direita) vs Bidon (esquerda) - Mapa de calor Paulista A1 2026

Garro (direita) vs Bidon (esquerda) - Mapa de calor Libertadores 2026

Efeito no jogo

Agora o jogo passa mais pelo Garro. Ele aumentou em 39% a média de passes tentados por jogo. Esse crescimento inclusive não é concentrado no ataque e sim em toda a estrutura do jogo, são: 18% a mais no campo ofensivo e 110% a mais no campo defensivo.

Quem assiste os jogos sabe que o Garro arrisca sempre, as vezes até demais e o efeito que essa escolha do técnico gera é claro: o número de passes decisivos do camisa 8 salta de 1,6 para 3,8 por jogo, um aumento de 138%. Isso se traduz diretamente em criação: o xA (expectativa de assistência) sobe de 0.14 para 0.30, e o jogador passa a registrar quatro assistências nos últimos cinco jogos, contra zero no recorte anterior.

Efeito no jogo do Bidon

O jovem muda a natureza da sua participação e perde protagonismo ofensivo. Seus passes decisivos caem 50%, mas esse dado precisa de contexto: mesmo antes, o camisa 7 não era um jogador de alto volume criativo nessa métrica. Ou seja, o antigo modelo não potencializava seu perfil ofensivo, ao mesmo tempo em que limitava a criatividade de Rodrigo Garro.

Sabemos que o Bidon é craque e que precisa participar do jogo e a boa notícia é que a participação geral dele permanece estável com média de 25 passes/jogo. O que muda é a natureza dessa participação. Ele passa a se envolver menos no terço ofensivo (-12%) e mais no campo defensivo (+29%), reforçando uma função mais ligada à base da construção.

A nota Sofascore é uma pontuação de 0 a 10 calculada por algoritmo que resume o desempenho do jogador com base em ações ofensivas, defensivas, erros e, principalmente, impacto direto em lances decisivos como gols, assistências e chances criadas.

Nesse contexto, ela reforça a leitura: Breno Bidon mantém estabilidade de desempenho médio entre os dois períodos, enquanto Rodrigo Garro apresenta evolução clara de patamar. Isso indica que a mudança de treinador altera menos o nível individual de execução e mais a função de cada jogador dentro da equipe.

Conclusão

No fim, a leitura que sempre defendi de um “um ou outro” ganha mais força com esses dados. Mas, o Diniz tem seu valor e aqui não entrega a escolha e sim uma reorganização para que eles coexistam através de funções mais definidas.

Resta saber se essa é a melhor solução no médio e longo prazo: apostar em um meia mais experiente, com impacto imediato e problemas físicos ou em um jovem com maior potencial de valorização e possível saída futura.

O que isso representará, só o tempo dirá. Até aqui, os resultados sugerem que o caminho escolhido pelo Fernando Diniz funciona, amém e vai Corinthians!

E você, acha que faz sentido o camisa 8 ser o centro estrutural do time?
___________

Santos 1 a 1 Corinthians (15 de mar), Chapecoense 0 a 0 Corinthians (20 de mar), Corinthians 1 a 1 Flamengo (23 de mar), Fluminense 3 a 1 Corinthians (2 de abr), Corinthians 0 a 1 Internacional (6 de abr), Platense 0 a 2 Corinthians (10 de abr), Corinthians 0 a 0 Palmeiras (12 de abr), Corinthians 2 a 0 Santa Fe (16 de abr), Vitória 0 a 0 Corinthians (19 de abr), Corinthians 1 a 0 Vasco (26 de abr).

  • Com Dorival: 307 minutos cada.
  • Com Diniz: 401 min (Garro) vs 400 min (Bidon)

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@deiwide.mendes.ramal em 29/04/2026 às 19:28

O bidon mal faz o arroz com feijão em campo, de 30 toque na 29 é passes para trás, o garro sim deu uma animada em campo cara estava morto fisicamente e psicologicamente, sem vontade em campo, depois que o Diniz chegou tá jogando bem, tá conseguindo dar as assistências dele novamente.

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@valnei.da.paixao em 29/04/2026 às 19:04

Quanta emoção? Segura!

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@nicolau.dos.santos.1 em 01/05/2026 às 15:04

Baita análise! Eu gosto muito do Bidon na base da jogada. Ele é mais um organizador que um definidor de jogadas, mais Renato Augusto que Jadson, pensando a referência daquele time de 2015. Ele ajudando saída de bola, clareando jogadas e distribuindo jogo faz o time andar. E deixa Garro solto pra definir, o que faz muito bem

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Marcos 11 posts

@marcos.faneco em 01/05/2026 às 11:34

Ainda é um pouco cedo para comemorar sucesso absoluto, realmente houve uma melhora na maneira de jogar e também atitude dos jogadores; mas, vamos consolidar nos grandes clássicos especialmente contra os porco, os bambi e contra os urubu.

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@marcione.sandes.nun1 em 01/05/2026 às 07:16

Eles estão fazendo de tudo pra vender esse bidon muito fraco

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Luiz 3.380 posts

@luiz.fernando.balest em 01/05/2026 às 06:20

Sim...muito clara a mudança do time

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Marc 208 posts

@marc.sp em 30/04/2026 às 18:54

Dinizismo são meu ovismos.
Quero ver quem vai acabar com esse negócio de tocar bola de lado sem profundidade.
Vejo outros times jogando pra frente, com o único objetivo de chegar ao gol adversário.

Não vejo essa fome de gol no Corinthians. Nem quando tem gente na frente para receber, parece que os caras não passam a bola para não incomodar o companheiro, preferem devolver para a defesa.