Fábio Carvalho
Então... Exceção feita a Jadson, que é 'vitima' do tempo, os outros são subutilizados.
Pedrinho fez gols importantes quando estava por dentro. E deu passes pra gol importantes também. Sendo canhoto e jogando encaixotado pela direita, o que sobra pra ele é aquele passe diagonal no segundo poste pra chegada de Avelar. Não sei você, mas eu acho que esta é uma ideia do treinador. Ela funcionou algumas vezes e é uma boa ideia. O ruim é você condicionar um jogador com o talento de Pedrinho a somente esta opção. (a do corte pra dentro seguida do chute fica mais complicada por conta dos jogadores dividindo o mesmo espaço)
Vital não atuou como meia diante do Flamengo. Mas concordo que lhe falta vibração. Ainda assim, repito: ele não joga como meia faz muito tempo.
Sornoza, como você mesmo pontuou, atua mais como volante. Fiz um tópico certa vez sobre a função do 'regista', como é chamado na Itália. Acredito que ele poderia jogar assim. Mas Carille não faz uso desta opção, e nem põe o equatoriano pra jogar como meia mais clássico. E com isso ele mata uma das melhores qualidades do gringo, que é o arremate a gol na entrada da área.
Oya é mais um caso da covardia típica dos treinadores brasileiros, que não raro preferem se esconder atrás de medalhões. Tite já fez boa campanha com o Corinthians usando muito da nossa base em tempos anteriores aos dias da MSI. É só depois, quando cobiçou coisas maiores em sua carreira, que Adenor parece ter resolvido abrir mão dos jovens talentos, mesmo em casos como o de Marquinhos. Ele preferia dar titularidade a Wallace, lembra? Pois é.
Carille virou a chave do que vinha sendo o início da nossa temporada em 2017 justamente quando deu sequencia a Arana, Jabá, Maycon e tal. Foram os moleques que nos possibilitaram a virada de chave contra as peppas. No time de 2017 tínhamos Fagner, PH, Arana, Maycon, Pedrinho (mais tarde), Jabá e Jô, todos frutos da base, revelados em diferentes épocas.
Sobre Régis eu posso comentar sobre o que já vi nos tempos dele defendendo o Bahia, pois sou de Salvador. Ele chuta bem no gol, e curte entrar na área. Funciona muito bem como ponta-de-lança mais do que como meia cerebral. É o típico meia-atacante. Movimenta bem e aparece pra construir jogadas de maneira coletiva. Como todo jogador brasileiro, curte segurar um pouco a bola e enfeitar um pouco mais do que a necessidade real do lance pede. O ponto fraco é a sequencia de lesões que deu a ele a fama de chinelinho. Isso já era assim aqui na Bahia.
A ideia do contra-ataque rápido citado por ti na última pergunta já deixa implícito que estaremos jogando defensivamente, percebe? Rsrsrs
Eu prefiro o jogo de 2015 ao de 2017. Rsrsrsrs
em Bate-Papo da Torcida > Alguém se lembra de uma bola que o Clayson tocou para o Boselli?
Em citação ao post:
Boa a ideia do grito.
Vou concentrar a resposta onde acho que é nosso principal problema:
Você disse 'o que não falta é meia. Jadson, Sornoza, Vital, Pedrinho, Régis, Oya'.
- Bem, o Jadson tem alguns lampejos, mas dificilmente será protagonista novamente;
- Sornoza atua mais como volante, e se destaca apenas ao bater escanteios e faltas na área (não cobra boas faltas no gol), o que é muito pouco;
- Vital é esforçado, mas contra o Flamengo não mostrou que pode ser um meia distribuidor de bolas e infiltrações;
- Pedrinho se destacou na copinha jogando pelo lado, mas de repente ele diz que é meia. Tem habilidade mas não é distribuidor de bolas;
- Régis... Não pude assistir a estréia dele, não posso opinar;
- Oya é uma esperança, mas desde o Tite há uma tradição de se evitar ao máximo usar garotos da base (isso aqui dá um tópico completo).
Sem um meia criativo mesmo, com visão de jogo e capaz de colocar um atacante na cara do gol, ferrou!
Fora o 2º gol na final do paulista (lançamento do Sornoza e gol do Love), tente lembrar o gol anterior marcado em contra-ataque rápido!?
