Revelim, Gabriel
*Ser ou não ser: eis o Timão*
O verbo “ser” sempre remete a um sentimento de estabilidade, de segurança, de eternidade, diferente do verbo “estar”, característico por sua condição mutável, que oscila. Por exemplo: se algum jogador que não te agrada começa a fazer uma série de bons jogos, você diz que ele está jogando bem. Já, se algum jogador que te agrada faz uma série de bons jogos, você diz que ele é bom. Aí se encontra a principal diferença entre ser e estar.
Quem é nunca vai deixar de ser. E muitas vezes nem quer ser outra coisa, sabe muito bem o que quer, e escolhe continuar sendo. E é justamente por isso que sempre veremos a frase “eu sou Corinthians”, e nunca “eu estou Corinthians”. Ninguém está Corinthians, porque a partir do primeiro momento que se sente o que é estar no Corinthians, nunca mais se quer estar em outra coisa. E aí passa a ser.
Quando eu estava com 6 anos de idade, meu avô – que era Corinthians – faleceu. Com isso eu prometi que torceria para o mesmo time pelo resto da vida, em homenagem a ele. Naquele momento eu estive Corinthians. No início eu assistia aos jogos, ainda sob custódia da promessa, mas conforme o tempo ia passando mais eu assistia, mais eu torcia, mais eu pulava, mais eu gritava, mais eu chorava. O verbo já tinha se alterado, e eu – jovem demais para isso – não tinha sequer percebido. E inserido numa família formada majoritariamente por são paulinos, eu já era Corinthians e nem sabia. Talvez eu não tenha me tornado, talvez sempre tenha sido. A promessa foi só um estopim.
E eu venho cumprindo ferrenhamente o que prometi, e sem nenhum esforço. Flui naturalmente. É tão leve de cumprir o prometido, que na grande maioria das vezes eu nem lembro que faço por promessa. Mas sabe por que? Porque eu sou Corinthians, assim como sou alto: isso não vai mudar. E venho exteriorizar isso para vocês, porque sei que todos vocês também são Corinthians, que nós somos. E, que nessa condição sejamos fortes, sejamos insistentes, sejamos sofredores, sejamos fiéis, sejamos Corinthians. Porque quem é nunca vai deixar de ser.
[Me chamo Gabriel Revelim, tenho 19 anos, e sonho um dia alcançar uma vaga de Colunista neste espaço que acompanho há anos. Por enquanto vou publicando e compartilhando meus textos no Fórum com vocês. Peço que me ajudem a alcançar esta meta, para que cada vez mais corintianos prosperem juntos em prol do Timão. Vai Corinthians]
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