Marcos Leite
Meu Deus!
em Off topic > Sanchez erra ao aceitar a demissão de Rosenberg
Em resposta ao tópico:
Deveria ter feito o que fez com Tite após o Tolima: segurar a onda de insatisfação de torcida e oposição e bancar o amigo, que só porque pisou na bola apagou tudo de bom (e não foi pouco) que já fez pelo Corinthians. Essa campanha das religiões, apropriando-se de uma indagação de Sócrates (“o Corinthians é... Uma religião? ”) e tentando transformar o Timão numa seita, para no final vender terços com o escudo estilizado do Corinthians, criado pelo marketing, foi a maior bola fora; e a declaração dele sobre a mulher com Aids foi o pretexto para o pontapé.
Rosenberg trazia credibilidade e confiabilidade ao Corinthians (enquanto o Sanchez tá procurando as dele lá na Arena), por sua vida pregressa e por sua origem judaica. Sim, para muitas pessoas a religião é um salvo-conduto, como os que acham que japoneses, estadunidenses e europeus são incorruptíveis (e embora se saiba que não haveria corruptos se não houvesse corruptores).
Os judeus brasileiros que conheço são todos já muito brasileiros, por força da cultura de miscigenação do país; mas o mundo agora é governado pelo “povo eleito”, que na esquerda apóia negros e imigrantes mas não se mistura com eles (perpetuam sem querer a cultura do ódio); são os donos da mídia mundial, da fábrica de sagas de Hollywood (muitos filmes razoáveis a bons, mas em geral abobrinhas e recheados de violência) e das editoras mundo afora, e insuperáveis na destilação de ideologia, daí tantos filmes detonando a Igreja Católica, em casos de assédios e abusos que não é exclusivo de uma religião, todas às voltas com matanças ao longo da história.
Por isso admiro Noam Chomsky, linguista judeu que luta incansavelmente pela democratização dos meios de comunicação, e que deve saber que não há hierarquia de povos (a Antropologia já provou que tribos indígenas têm às vezes organizações sociais mais complexas que as ditas “civilizadas”), mesmo que ele seja ateu deveria reconhecer que todos somos governados igualmente pelo Criador, (que pode ter o nome de Deus, Alá, ou destino, pouco importa). Também sou leitora do blog da Lola Abramovich, feminista corajosa e independente, o escrevalolaescreva.blogspot.com.br, que recomendo às corinthianas e a torcedoras de todos os clubes. Ela às vezes carrega nas tintas, como eu, mas em geral é muito sensata.
Porque na sua versão brasileira o judaísmo perde totalmente a radicalidade, a misoginia, a usura; além do que o povo judeu não pode ser julgado por seus governantes ávidos de guerra e completamente protegidos pelos igualmente ávidos (de petróleo e armas) EUA, ao qual se submete bolsonaro.
Infere-se que são superiores por terem ganhado vários Nobéls, mas um exame apurado mostra que esses prêmios são politicamente contaminados (e quem não reconheceu Pitigrilli, Machado de Assis e Érico Verísssimo e premiou Kissinger e suas mãos sujas de sangue das ditaduras que mandou instalar, dos vietnamistas e de milhares de garotos estadunidenses, não merece mais que desconfiança.). Por tudo isso saio em defesa do Rosenberg tanto quanto fui defendida por um amigo judeu quando era professora, o Victor, corinthiano do Bom Retiro. Sendo que o apoio não porque ele é judeu, mas porque ele é competente. Errou, pediu desculpas, vamos aceitar e deixar o homem trabalhar.