Pedro Bezerra
Então amigos, apesar de todas as polêmicas, nessa partida contra o Avenida tivemos um exemplo claro do que é o Corinthianismo.
Não é pra ser um insulto à fé alheia, não é pra tomar o lugar do seu Deus, de outros Deuses ou da falta de um Deus, é pra ser uma representação, um sentimento. É aquela sensação inexplicável que, por mais que aos 10 minutos do primeiro tempo estejamos perdendo por 2 gols de diferença para um time de menor expressão, nos faz gritar mais alto, agarrar a camisa com mais força, nos faz colar ainda mais na TV e anseiar por momentos melhores. E, velho, mesmo em tempos difíceis, temos certeza de que a glória chega antes do apito final.
Tudo que a agência publicitária fez foi identificar certos aspectos já praticados pela torcida, analisou a vivência do torcedor e deu (mais um*) nome a esse impulso, chamando-o de Corinthianismo, e classificando-o (principalmente visando repercussão, seja positiva ou negativa) de religião.
Se você acredita no seu Deus, se respeita as diferenças entre crenças distintas, se consegue tolerar povos que crêem em outras virtudes, não será uma alegoria como essa que vai abalar sua fé. Continue tendo orgulho do seu time, ore por você, ore por sua família e amigos, e se sobrar um tempinho, ore também pelo nosso time porque qualquer ajuda é bem vinda pra passarmos por 2019 com Henrique e Manoel sapateando em campo.
Obs.: para o pessoal que disse que deixaria de ser Corinthiano, que o Corinthians é apenas um time que torce e que um castigo divino virá pela frente: o castigo de hoje já foi suficiente, viu galera! Agora vamo voltar a torcer.
*Outros nomes de conceitos passados: República Popular ou Epidemia Corinthiana.

