Nery
Será?
em Bate-Papo da Torcida > É preciso ser muito tosco
Em resposta ao tópico:
Para não entender que os os jogos contra Desportivo Brasil, Ferroviário e Novorizontino serviram de testes (e provavelmente serão os últimos) para melhor compreensão do elenco frente às mudanças táticas que poderão surgir durante o jogo.
Para quem não se recorda, o time vencedor de 2017 iniciava o jogo no 4-2-3-1 e quando não funcionava, alterava para 4-1-4-1. Ou 4-2-2-2
Portanto, aos modinhas, parem de avaliar jogos como se estivessem jogando play station.
Extraia aquilo que provavelmente o Carille conseguiu concluir das experiências. Eu anotei aqui algumas:
1-) Definitivamente, Ramiro não joga aberto. A melhor posição dele é a de segundo volante de fato. Foi nesta posição que se saiu melhor até agora no Corinthians. Portanto, ele não poderá ser sacrificado para a ala direita quando o time mudar do 4-2-3-1 para o 4-1-4-1
2-) Araos: já deram todas as chances. Aberto nas duas alas; pelo meio; jogando com ponta; jogando sem ponta. É displicente e erra muitos passes. Eis um jogador que poderia ser retirado do elenco. Não dá.
3-) Marlon superior ao Manoel;
4-) O Ralf não possui mais disposição física para aguentar a posição de volante único de contenção. O Corinthians sofrerá muito quando tiver que oscilar para o 4-1-4-1. Apesar do retorno com derrota, Gabriel é o mais cotado para a posição por enquanto.
5-) Cássio, Fagner, Mateus Vital, Jadson, Gustagol são os únicos que possuem posição guardada neste time.
6-) Pedrinho passa por uma má fase.
7-) A tentativa do Wagner Love flutuando no meio, de um lado para outro, buscando bola no meio pareceu interessante. Eu gostei. O grande desafio nesta opção é fazer com que ele tenha disciplina tática nesta posição. As vezes parece um pouco peladeiro.
8-) Danilo Avelar: hoje em dia não dá ainda. Mas seu futebol já evoluiu um pouco com Carille. No entanto, acho que a posição acabará ficando com Carlos Augusto mesmo.
9-) Clayson de 2017 é imprescindível na filosofia de jogo do Carille.
10-) Romero: a grande deficiência na compreensão tática de 85% dos corinthianos é tentar ver Romero como Neymar e não como Sorin. Digo: nas posições que eles ocupavam e ocupam em seus times. Tanto no 4-2-3-1, quanto no 4-1-4-1, o Corinthians PRECISA de um Sorin. Tosco daquele que acha que o Romero é atacante. Tanto Romero quanto Clayson são essenciais nas triangulações, na evolução defesa-ataque e na recomposição do sistema defensivo pela beira do campo. Se Romero sair de fato e Clayson não se firmar, não demorará para que André Luiz ganhe uma vaga titular, ainda que sua posse de bola seja sofrível.