Mauro Junior
Mais um iludido aqui. Vou colar umas mil vezes esse texto até entenderem a possível enorme cagada que essa diretoria.
'Atuei mais de 40 anos no sistema financeiro.
O resultado que será rateado entre as partes será o lucro líquido final, isso é, depois de deduzidos todos os encargos tributários.
Uma conta corrente para dar um RESULTADO LÍQUIDO de R$ 60,00 precisa gerar uma receita operacional e financeira maior que R$ 300,00 (esse número pode variar muito em função da estrutura patrimonial e operacional do banco, mas já é um número muito otimista). Para gerar uma receita bruta igual a essa é preciso que o cliente tenha muitos negócios com o banco - a rentabilidade dos negócios bancários variam muito: um empréstimo rende muito mais que uma aplicação financeira, por exemplo.
Só para mostrar como é difícil atingir esse resultado, vamos utilizar os números do próprio BMG, que estão disponíveis no site abaixo:
- no primeiro semestre o lucro líquido do banco foi de R$ 78,2 milhões;
- sua base de clientes gira em torno de 3,7 milhões de correntistas;
- se você dividir o lucro pela quantidade de contas verá que o lucro líquido obtido por cada correntista monta R$ 21,00 - isso mesmo, VINTE E UM REAIS, por SEMESTRE, isto é, não chega a R$ 4,00 por mês.
Na base de clientes existem, normalmente, muitos que, apesar de correntistas, não operam com o banco. Isso é muito comum. É o caso do aposentado que utiliza a conta apenas para sacar sua aposentadoria e não possuí nenhum outro negócio com o banco.
No caso da parceria, como trata-se de uma base de clientes 'limpa' é possível (e muito provável) rentabilizá-la a resultados acima dessa média, mas dificilmente chegaria a um lucro líquido de R$ 300, em média. Isso é quase impossível.
O resultado de bancos se dá por conta da escala e do modelo de negócio. Se a parceria se limitar ao atendimento digital (menos dispendioso) e alcançar grande volumes, principalmente em empréstimos e cartão de crédito (que também é muito rentável) pode ter seu resultado final alavancado.
Acredite, o número de 200 mil contas não saiu do nada. Deve ser o piso para que o resultado da parceria seja bom.'
Se um banco com 3,8 milhões de clientes gerou isso em um semestre, imagina o que vai gerar apenas 200 mil de clientes (o que já é um número bem alto se conseguir) Esperamos que a meta de 200 mil aumente o valor do patrocínio ou algo assim, porque se for depender desses 50%, vai ser pouca coisa demais, os 30 milhões que a camisa do Corinthians já VALE, já vai SER MUITO DIFÍCIL DE ALCANÇAR mesmo com a torcida ajudando. Essa diretoria é tão lixo que esse foi o melhor negócio que eles arrumaram. Seria muito mais negócio fechar com a caixa por 25 milhões fixos sem depender de nada mais.
em Bate-Papo da Torcida > Não gosto do Sanchez, mas o contrato foi PERFEITO
Em resposta ao tópico:
Premissa 1: temos o uniforme mais abadá da série A, praticamente nenhum espaço está vazio.
Premissa 2: muitos patrocinadores desvalorizam a marca, sendo muito mais interesse pagar mais e ocupar sozinho ou com poucas marcas uma camisa
Conclusão: não é nada demais que o valor seja mais baixo que o esperado (12 milhões fixos + parceria).
A verdade é que é um contrato que envolve risco e, como quem investe sabe, grandes riscos estão associados a grandes ganhos.
A questão é: apostamos na nossa torcida? Sim ou não? Afinal, vejo diariamente aqui mil e uma ideias tentando envolver o tamanho e a paixão da nossa torcida.
Quando fazem um post sobre isso, é genial. Quando a diretoria faz algo nesse sentido, é pura burrice.
E quero lembrar outra coisa, 5 anos de contrato não é muito. Aliás, eu acho MUITO pouco.
A parceria tende a aumentar gradativamente o seu retorno com o passar do tamanho, tendo em vista que durante esse tempo teremos um aumento de adesões (divulgação do produto, adesão da população ao modelo de banco digital, aumento da confiança no banco e no serviço etc).
Com apenas 5 anos, corremos o risco de chegarmos no quinto ano com uma arrecadação altíssima e o Banco decidir que devemos ter nada ou menos que 50% pra renovar.
Enfim, não tenham pensamento de manada. Entendam que não é esse pensamento de brasileiro médio, que não toma riscos, e é doido por estabilidade, funcione para grandes empreendimentos. Precisamos de mais! Não queremos ser o maior de todos?

