Márcio Costa
De fato, um atacante precisa de um meio-campo minimamente capacitado. Mas as funções de Renato Augusto e Rodriguinho são/foram bem diferentes no Corinthians. O RA é um jogador raro no futebol brasileiro e que é produzido com mais frequência na Europa, estilo Kross, Xavi, Iniesta. Claro que não estou comparando a qualidade técnica, mas a função. Ele é o cara da saída de bola, que quando o adversário está posicionado atrás, faz com a pelota ultrapasse as linhas de marcação, seja com tabelas ou passes mais verticais e limpos. E, de quebra, ainda chega com qualidade para finalizar. Meio-campista na concepção pura da palavra. O Rodriguinho é meia atacante, assim como o Pedrinho. Ou seja, cara do penúltimo e último terço do campo. Eventualmente até podem vir buscar jogo, mas são mais os caras do último passe ou finalização.
Nesta sua análise ainda há outra 'ausência' que também pesou para nós no 2º semestre. A falta do infiltrador rápido, casos de Elias, Paulinho e Maycon. Esses caras ajudam demais ofensivamente, porque são rompedores, chegam de surpresa, dão opções mais verticais de passe para os laterais e meio-campistas, além de chegarem geralmente livres para finalizar na área, porque ninguém os acompanha.
São três características que se complementam e que ajudam a ter um meio-campo mais forte e, consequentemente, um ataque com mais oportunidades por jogo.
Na função do RA, vejo o Araos mais pronto no atual elenco. Talvez o Vital pudesse ser adaptado também.
em Bate-Papo da Torcida > O tal meia de "empurração"
Em resposta ao tópico:
Eu tenho uma modesta opinião, e espero que me contrariem ou me elucidem aqui, muitos dos irmãos desta nação sem tamanho.
Eu acho que não temos mais o meia de movimentação. Veja bem o que ganhamos antes foi com Renato Augusto, que levava do meio para o ataque, depois com Rodriguinho, que aos trancos e barrancos empurrava a bola para o ataque. O time sem esse tipo de jogador, minguou. Sobrou nada. Olhe mesmo o caso de Pedrinho que já ganhou jogos importantes, quando resolveu empurrar o time. Só que não faz isso sempre. É raro ver Pedrinho nessa movimentação.
Então, centroavante não vai fazer nada, se a bola não chegar nele. Jonathas e Roger não são lá essas coisas, mas e a bola? Chega neles? Precisamos mais disso, antes de qualquer coisa, o tal meia de 'empurração'
