Gabriel Esgalha
Nota: Não é preciso mencionar o resultado da partida que acaba de cessar, porém o motivo qual lanço pela primeira vez um tópico neste fórum é me opor à todos aqueles que, a partir dessa derrota, depreciarão os jogadores, comissão técnica e o próprio time.
Pode-se dizer que do que os jogadores poderiam nos proporcionar, recebemos. Pelo menos, essa foi a sensação que me sobrou, é claro, além de frustração.
Mas curiosamente nenhum pingo de tristeza.
Raiva? Apenas em seletivos momentos do jogo, dos quais os jogadores escancaravam suas limitações. Não vou perder meu tempo apontando as mesmas, pois se o fizesse, ficaria escrevendo de hoje até o fim do ano.
Mas enfim, não. Nunca que eu diria, em um milhão de anos, dentre milhões de palavras, que os jogadores foram covardes. Que não passam de mercenários. Que não deram o sangue. Se o fizesse, me sentiria nada mais, tudo menos que um ingrato sub-humano.
Eu os observei de olhos arregalados, em cada um dos segundos, durante todos os cento e oitenta minutos de jogo, mais acréscimos, que eles deram sua vida para não deixar essa vitória, da qual nossos adversários agora deleitam, barata.
Eles mostraram para aqueles, que sempre duvidam, que sim. O Corinthians é especial. O Corinthians é, sempre foi e sempre será capaz de surpreender até o mais pessimista dos torcedores. Se apresentando com uma raça imensurável, inigualável e incrível, carregando com si a força de mais de trinta e cinco milhões de corintianos que esgoelam além da sangria de suas gargantas, empurrando os onze que nos representam em campo.
Pra frente.
Todos, num único estado de espírito.
Juntos, em um só grito.
Eu, uma mera gota d'água numa tempestade, não cairei como chuva de granizo pra cima deles.
Eu, uma mera gota d'água numa tempestade, cairei como simples chuva.
Louvo, sincero, pelos seus esforços de corpo e alma. Escusado será dizer que estou orgulhoso do que eu ví. Como um pai que enche os pulmões de ar e emoção ao ver o filho vencer na vida; Como um artista que se faz satisfeito ao finalizar uma obra, após anos de árduo trabalho sobre ela; Como um piloto de corrida que, após um esforço sobre-humano capaz de fazer qualquer outro piloto mediano se render, cruza a linha de chegada em primeiro.
Como um corintiano que se viu representado dentro de campo, ao ver os jogadores nunca se renderem.
Agradeço, Corinthians e Corintianos, por me proporcionarem o êxtase que é sentir do fundo da minha alma algo completamente surreal.
Agradeço e deixo meus abraços de consolo aos jogadores que jogaram e àqueles que não jogaram, ao técnico e seus assistentes de trabalho, às merendeiras que alimentam os famintos, aos faxineiros que limpam nosso templo. E muitos outros que, por falta de palavras, deixo de mencionar.
Muito Obrigado.
Corinthians é a minha vida, Corinthians é a minha história, Corinthians é o meu amor eterno.
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