A. V.
Tempos sombrios mesmo. O Corinthians está sem saída para o sucesso neste e talvez nos próximos anos.
Essa situação é de dar tristeza em qualquer torcedor, digo isso porque não faço o tipo de torcedor que segrega a nova geração de torcedores do Corinthians da geração antiga, acustumada a sofrer. A torcida como um todo hoje vive atualmente de fazer das tripas coração pra se manter acreditando que o melhor vai acontecer porque afinal de contas Corinthians minha vida, Corinthians meu amor. Estaremos aqui com o Corinthians sempre. Mas precisamos nos mobilizar, deixar de ir ao estádio, tocar o terror - da maneida mais pacifica possível, não sou adepta da violência, mas pqp hein diretoria! -temos que nos sacrificar para protestar por mais transparência no Corinthians, chega de máfia, chega! O Corinthians é grande, o Corinthians não pode ser diminuído por diretoria nenhuma!
em Notícias > [artigo mauro cezar] - o desmonte do campeão
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Em 2016 foram embora Gil (Shandong Luneng, China), Malcom (Bordeaux, França), Renato
Augusto (Beijing Guoan, China), Jadson (Tianjin Quanjian, China), Felipe (Porto, Portugal),
Bruno Henrique (Palermo, Itália), Alexandre Pato (Villarreal, Espanha), Elias (Sporting,
Portugal), Matheus Pereira (Juventus, Itália), Vágner Love (Monaco, França), Ralf (Beijing
Guoan, China), Luciano (Leganês, Espanha) e André (Sporting, Portugal).
No ano de 2015 saíram Fábio Santos (Cruz Azul, México), Lodeiro (Boca Juniors, Argentina),
Petros (Bétis, Espanha), Matheus Cassini (Palermo, Itália), Guerrero e Sheik (Flamengo).
Muitos se mandaram por multas rescisórias baixas, devido a acordos calçados em dívidas com esses jogadores. Outros sem gerar receita alguma, pela mesma razão.
E não foi só. Houve debandada para a seleção brasileira em 2016: Edu Gaspar, gerente, Tite, técnico, Cleber Xavier, Sylvinho, e Matheus Bachi, auxiliares; Fábio Mahseredjian e Ricardo Rosa, preparadores físicos; e Fernando Lázaro, analista de desempenho. Já o fisioterapeuta Bruno Mazziotti foi trabalhar na China.
Recentemente, a Arábia Saudita atraiu o técnico Fábio Carille, Walmir Cruz, preparador físico,
Leandro Silva e Mauro da Silva, auxiliares; Mauri Lima, preparador de goleiro, e Denis Luup,
analista de desempenho. Da mesma função, rumaram para o São Paulo Raony Thadeu e Luiz
Felipe Batista, com Uendel Macedo indo para o Vitória, e Junseok Lee deixando o país, como os jogadores Kazim (Lobos BUAP, México) e Léo Príncipe (Le Havre, França).
Ao todo 29 atletas desligados em cerca de 36 meses. Rápidas reconstruções resultaram em
títulos. Mas até quando? A queda técnica não deve ser atribuída apenas à mudança de
treinador. Sim, porque quando Carille se mandou para o Al Wehda, Osmar Loss herdou o cargo e a chegada de nomes com qualidade inferior.
Em seus 10 últimos compromissos, o Corinthians venceu dois, perdeu cinco e empatou três. De 30 pontos, só conquistou nove. O time que na quinta rodada era um dos líderes do Brasileiro, se aproxima do meio da tabela de classificação.
O placar de 3 a 1 sábado à noite foi mera consequência, mesmo com o São Paulo sem Jucilei e Éverton. A derrota parecia oficializar a queda de um Corinthians mergulhado em dívidas e que resistiu enquanto pôde. Tempos sombrios à vista
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