Rodrigo Silva
Na parábola, os três homens ganham quantidades diferentes de talentos (e responsabilidades) segundo as suas capacidades. “A um deu cinco talentos, a outro, dois e a outro, um, a cada um segundo a sua própria capacidade; e, então, partiu.” (Mt 25.15). O interessante é que ninguém recebeu pouco. Apesar de talentos diferentes, todos receberam talentos. Mesmo o que recebeu apenas um talento, recebeu algo precioso e de muito valor e podia fazer esse talento frutificar!
A passagem de Luis Paulo Rosemberg como Direitor de Marketing do Timão foi excelente. Tanto é verdade que em 2008 a 2011, ele revolucionou o setor que teve um crescimento de mais de 200%.
O que ele fez ouviu a torcida, e criou a camiseta quando caímos para Serie B, 'Eu nunca vou te abandonar', além do terceiro uniforme roxo com o desenho de São Jorge matando um dragão (que foi um sucesso estrondoso de vendas), criou a Republica Popular do Corinthians com a Nike, esquematizou as Lojas Poderoso Timão, organizou o Fiel Torcedor. Além de liberar produtos como café, arroz e outros com o nome do Timão que rendiam roylates para o clube, que depois com outros diretores de marketing não deram sequencia.
Usando a parábola dos talentos, seria como Deus desse talentos para ele guardar e ele multiplicasse os talentos. Isso foi em sua passagem no marketing, algo que salta os olhos de qualquer um.
Tanto e verdade que a receita em 2010 saltou de 168 milhões de reais em 2009, para 349 milhões, sendo que em muito acréscimo foi por causa do marketing. Chegando ao ponto do Andrés dizer que continuando tais ações de marketing em 2014, teríamos 500 milhões de receita, e seriamos uns dos clubes mais ricos do mundo.
No entanto, com o término do mandato do Andrés Sanchez em 2011, e a saída de Rosemberg do Marketing, o marketing somente definhou.
Em uma comparação com a parábolas de talentos passamos a ter diretores de marketing de fachada, aquele que recebem os talentos de Deus e guardam apenas, e não multiplicam. Como se pensassem não fiz nenhuma ação de marketing que fosse um sucesso, mas também nada que fosse um fracasso. Ou seja, diretores que não querem se comprometem, como Rosemberg, uma pena.
em Bate-Papo da Torcida > A parábola dos talentos. Luis Paulo Rosemberg

