Bruno Bianchi
O Brasileirão, antes dado como certo, agora está bem longe do quadro de troféus do Corinthians. E quem sente isso? A torcida! Os bastidores do clube mostram que os jogadores, a comissão técnica e a diretoria aceitam tudo com muita normalidade. Ganhou? 'Ótimo, trabalho está sendo bem feito'. Perdeu? 'Acontece, o importante foi o desempenho bom dos jogadores'. Essa conversa mole vem desde o início do segundo turno; no primeiro, o péssimo desempenho em algumas partidas foi encoberto pelo resultado positivo, como é de praxe no futebol, ainda mais no Corinthians. Mas a torcida se pergunta: será possível que internamente as pessoas que lá estão não enxergam o que está prestes a acontecer? O título mais ganho da história ser entregue de bandeja para o maior rival? Será que nenhum jogador é capaz de ver que o desempenho está horrível individualmente, e que algo precisa mudar radicalmente? A impressão que dá é que veremos jogos como esse contra a Ponte até a última rodada. O destempero emocional toma conta de todos, inclusive de quem deveria recuperar o elenco: o 'técnico'. Alguns vão falar: 'ah, mas ele fez milagre com esse elenco...'. É verdade. Mas eu, como corintiano fanático, acho preferia fazer um campeonato mais honesto, dentro de nossas limitações, mas com empenho de todos (como foi no Paulistão), do que fazer esse papelão que provavelmente está por vir. O segundo turno nos mostra que o primeiro não foi nada mais que sorte aliada a lampejos de uma equipe bem montada. Mas de que adianta se tudo vai ser jogado fora? Pior, jogado para o maior rival, que é nossa chacota de sempre. Fico triste em ver nosso Corinthians humilhado por pessoas sem compromisso, por moleques que acham que são homens, por homens que acham que são deuses. Mesmo havendo chance, mesmo vencendo o clássico, acho difícil esses caras segurarem a bomba até o fim. Encerraremos o ano como começamos: quarta força do futebol paulista. Triste fim de ano para a Fiel, que nunca abandona sua maior paixão: o Corinthians!