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Post de Gabriel no fórum "Notícias" do Meu Timão

Perfeita. É bem isso mesmo.

A rede esgoto já tinha declarado seu veredicto, independente de qualquer coisa. Mas a ética e a moral, como já disse o texto se limita às portas de negociações dos direitos de transmissões. A rede esgoto, pelo visto, se considera superior a tudo e todos pois esta emissora não tem ética e nem moral, apesar de se achar no direito de cobrá-las de qualquer um.

em Notícias > Atacante corintiano Jô foi vítima da "Pan Lava Jato" da...

Em resposta ao tópico:

Excelente análise publicada no site Cinegnose. Dá pra entender bem mais o que está acontecendo. Leiam na fonte.

http://cinegnose.blogspot.cl/2017/09/atacante-corintiano-jo-foi-vitima-da.html#more Atacante corintiano Jô foi vítima da Atacante corintiano Jô foi vítima da 'Pan Lava Jato' da Globo ~ Cinema Secreto: Cinegnose cinegnose.blogspot.cl

Aqui cito apenas alguns trechos.

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Atacante corintiano Jô foi vítima da 'Pan Lava Jato' da Globo

Por Wilson Ferreira

Qua, 20/09/2017 - 08:49

Pobre Jô!, atacante corintiano que fez um gol com o braço e determinou a vitória do Corinthians sobre o Vasco no último domingo. A Globo, com a sua tradicional máquina de moer reputações para confirmar a pauta do jornalismo, elegeu o atacante como caso exemplar de todas as mazelas que o País precisa sanar na sua cruzada moralizadora anticorrupção. Lava Jato no futebol, pela honestidade no esporte! Implantado na Alemanha e Portugal, lá o árbitro de vídeo é uma decorrência da evolução natural da tecnologia no esporte. Mas aqui, é resultado da narrativa global da 'Pan Lava Jato' na qual todas as editorias do jornalismo da emissora precisam ser encaixadas. Imolado em praça pública, Jô foi mais uma vítima do “modus operandi” da TV Globo: escândalo moral de uma suposta vitória injusta, o bate-bumbo dos seus apresentadores e comentaristas, o pronto julgamento moral e sentença do atacante corintiano e, no final, a 'delação premiada' do Jô para tentar se safar da condenação.

[...]

Uma atmosfera de conduções coercitivas, delações premiadas e meganhagem da Justiça mandando diariamente policiais federais nas ruas em alguma operação com nome insólito (e prontamente açodado pela grande mídia), o futebol não poderia mesmo ficar de fora. Afinal, esse esporte está no âmago da cultura nacional. E no processo atual do desmonte e venda a preço de banana do patrimônio do País, o futebol é mais um item que vai embora.
E, para quem ainda tinha alguma dúvida sobre a ingerência da TV Globo nesse amplo processo que varre o País, o escândalo moralista perpetrado pelo jornalismo esportivo da emissora sobre o gol de braço do atacante do Corinthians Jô liquida com qualquer dúvida.

[...]

Em postagem anterior discutíamos o chamado “Projeto Lance Limpo” lançado pelo jovem e solerte apresentador do Globo Esporte, Ivan Moré. Que demonstra nos últimos tempos ansiedade em também encaixar a editoria esportiva da emissora na campanha de apoio irrestrito à Lava Jato e a caçada seletiva de corruptos – clique aqui.

Segundo Moré, um projeto que objetiva apresentar “exemplos nobres de lealdade, companheirismo e honestidade”. E na oportunidade completava, diante de um apoplético Galvão Bueno: “que a Verdade prevaleça!”. Para Galvão Bueno, “um projeto necessário num país que precisa ser passado a limpo...”.

O Projeto abriu com o glorioso exemplo no clássico São Paulo e Corinthians em abril: após o juiz ter dado o cartão amarelo ao alvinegro Jô por causa de um suposto pisão no goleiro adversário, o zagueiro tricolor Rodrigo Caio alertou ao árbitro que ele tinha sido o autor do choque involuntário e de que a punição seria injusta. O juiz voltou atrás e Rodrigo Caio tornou-se a pièce de resistance do projeto do eufórico Ivan Moré – Sim! Honestidade é possível no futebol.

Desde então, o Projeto parece que não decolou pela absoluta falta de novos exemplos nobres no esporte, particularmente no futebol. Até que nesse domingo no jogo Corinthians e Vasco, em jogada de Marquinhos Gabriel cruzando fechado na área nos minutos finais, Jô interceptou o lance praticamente na linha do gol e garantiu a vitória alvinegra. A questão é que a bola bateu no braço do atacante.

Se para emissoras como ESPN, Gazeta e Fox o gol foi “polêmico” e ainda com dúvidas se a bola já havia cruzado a linha quando Jô interceptou o cruzamento, desde o primeiro momento para a Globo (TV aberta, Sportv, jornal Extra e Globo) o jogo estava sentenciado: com gol de braço Corinthians vence o Vasco!

[...]

“Lei do Jô”

No mesmo dia o pobre atacante virou alvo no quadro de gols do Fantástico com a admoestação do apresentador Tadeu Schmidt: “o vigia estava ali perto e não viu. Mas Deus tá vendo, Jô!”.

Foi ligada a máquina de triturar reputações, assim como a Globo costuma fazer com o noticiário político voltado a criação de climas de opinião pública direcionados pelos seus interesses corporativos.

Como era esperado, no dia seguinte o noticioso Globo Esporte caiu matando em cima da resistência de Jô em admitir sua infração. “Eu me joguei na bola, não deu pra ver. O juiz deu gol, então não foi”, tentou inadvertidamente defender-se o atacante diante do modus operandi global funcionando a todo vapor.

Como na editoria política da emissora, não adianta o acusado dizer que é inocente. Tem que provar a inocência, contrariando o princípio legal de que o ônus da prova cabe ao acusador.

E mais. Globo Esporte relembrou a honestidade e “caráter” de Rodrigo Caio em ajudar Jô no clássico em abril, livrando-o do cartão amarelo que o suspenderia para o próximo jogo. O tradicional jornalismo metonímico da Globo em ação: inferir que Jô tem duas caras e é desonesto.

[...]

Como sempre, a cruzada pela moralidade da Globo é tautista (a Pan Lava Jato como macro narrativa na qual quer encaixar todas as editorias do jornalismo da emissora) e seletiva – o limite da ética e da moral são as portas trancadas das salas dentro das quais são feitas as obscuras negociações dos direitos das transmissões esportivas e planejada a complexa engenharia financeira da “Globo Overseas” em paraísos fiscais.

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