Paulo Paulo Paulo
Não sei. A ideia de possuir 100% dos jogadores da base é ótima, ela por si resolve nossos problemas financeiros com a Arena (ou é a principal solução, e, de quebra, acaba praticamente com a corrupção na base). Mas Citadini é meio vedete. Quando era diretor de futebol, só fez besteira. Será que dá pra levá-lo a sério?
em Notícias > Os planos de Citadini para o Corinthians
Em resposta ao tópico:
O candidato à presidência do Corinthians Antonio Roque Citadini fala das deficiências operacionais da Arena e de problemas nas categorias de base, entre outros temas. E assegura que, se eleito, Fábio Carille continuará como treinador.
Há vários espaços na Arena que ainda não foram negociados…
Há problema de gestão do estádio. Foi entregue para a OMNI, que só existe no Corinthians, para o Corinthians e com o Corinthians. A ideia que todo mundo falava, inclusive a diretoria, é que a gestão
do estádio seria dada para uma grande empresa, americana, e com isso o clube iria ter receita para pagar a Caixa, para pagar outras despesas, para a manutenção, modernização… Ocorre que a OMNI é uma
empresa pequena, limitada a trabalhar no Corinthians e não está produzindo os valores para a gente poder pagar a Caixa, porque a exploração do estádio não está se dando na forma como era o projeto.
É óbvio que tem dificuldade, mas nós temos o estádio cheio em qualquer situação, com o time bom ou mau. No começo do ano, canibalizaram os preços dos ingressos altos, sem nenhum sentido. Que
se reduza o preço dos ingressos baratos, no setor popular, ótimo. Agora, que se canibalize os setores caros do estádio, qual é o sentido disso?
O trabalho da empresa deixa a desejar?
Todos os clubes que têm esse programa de sócio-torcedor alegam que, hoje, é a maior receita dos clubes. E precisam ser para nós. Não temos dificuldade. Lotar o estádio é um problema que não existe para
o Corinthians. Mas ela (OMNI) é uma empresa limitada e é uma situação assombrosa o fato de só trabalhar para o Corinthians. Por exemplo: ela tem um método de (venda de) ingresso antigo, uma coisa
pré-Copa, então precisaria a venda de ingresso ser modernizada. Não o é porque ela é uma empresa limitada.
Seria o caso de romper o contrato?
O Corinthians precisa colocar claramente as suas exigências. E se ela tiver condições de tocar, ela dirá. Eu creio que não tem. Mas (a empresa) não vai querer se agarrar num contrato que assinou no
apagar das luzes e achar que esse contrato é a segurança dela. A segurança de uma empresa de serviços é ela atender bem o serviço que ela foi contratada. E, no nosso caso, é dar dinheiro para a gente
pagar a Caixa.
Há outros problemas no clube, além desses?
Nós temos outros problemas. Eu venho há anos dizendo que um dos maiores erros do clube foi adotar essa coisa de vender para empresários os jogadores da categoria de base. Eu desde sempre digo:
ou é 100% do Corinthians ou não precisa jogar no Corinthians. Esta é uma coisa que o clube está vendo agora o erro que cometeu nesses anos todos de ficar partindo propriedade dos jogadores. O Corinthians tem de fazer como qualquer clube grande, como faz o Barcelona, o Real Madrid, a Inter de Milão, o Milan e os jogadores da categoria de base ser 100% do Corinthians. Eu ganhando a eleição vai ser 100% e quem quiser ter parte no jogador de 17, de 18 anos, pode ir para outro clube. Se for para a gente fazer negócio para os empresários, perde completamente o sentido.
Quais seus planos para o Parque São Jorge?
Esse é outro problema que o clube tem. Que não é um problema. Por isso eu disse que a eleição vai se dar em uma situação muito diferente. O futebol deixou o Parque São Jorge, agora ninguém treina
lá, ninguém joga lá. Há jogadores que não sabem onde é o Parque São Jorge. Ele assina o contrato no CT, joga na arena, conhece o Parque por fora. Então nós precisamos repensar uma série de coisas.
Mas o que fazer?
Podemos dar um grande salto nos esportes olímpicos. Basquete, natação, vôlei, futebol de salão, futebol feminino. Com o clube agora desobrigado no futebol, pode fazer uma revolução no esporte olímpico. E o Corinthians foi grande no esporte olímpico. Nós tivemos equipes extraordinárias no basquete, no vôlei, natação e podemos voltar a ter. O futebol cresceu tanto que aquela relação que havia entre o clube social e o futebol ficou insignificante. O que o clube gasta hoje no clube social, para manter limpo, bonito, é um ou (são) dois jogadores. A relação mudou muito. Não é problema.
Como está o quadro social do clube?
O Corinthians não tem uma base de sócios boa. Ele precisa hoje ampliar a sua base e uma das coisas é vincular o sócio ao futebol. Ele precisa ter acesso para poder comprar ingresso, para poder frequentar o estádio. Porque o sócio do clube é importante, mas também é importante que ele viva o futebol. Se o Corinthians fizer essa integração futebol-clube social, o futebol será uma grande alavanca para o clube social. Muitas pessoas terão interesse.
Citadini presidente: O Carille está garantido?
Há aí uma coisa muito interessante. O Corinthians é o clube mais profissional que tem. Há mais de 15,20 anos o futebol tem sofrido pouquíssima influência da política do clube. O futebol profissional.
O de base não. De uma certa forma o Corinthians sempre conseguiu estancar pressões. Esse caso do Carille e da comissão técnica é uma prova acabada disso. O clube optou por isso daí, estão fazendo um
bom trabalho. O clube tem de ser cada vez mais profissional, tem de ter um diretor técnico, como tem, boa comissão técnica e tem de ser administrado sem esses humores. A política não deve envolver nisso.
Eu não tenho nenhuma dificuldade em prestigiar o Carille. Até porque eu nunca fui a favor dessa coisa de presidente chegar com o seu técnico.
Pelo jeito esse cara tem pra contribuir muito para o Timão fora que ele já foi vice-presidente entre 2001 a 2004!
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