Giulliano Tomaselli
No futebol brasileiro, treinador vive de resultado. Carille não arrisca. Montou um time forte defensivamente. Sua defesa começa no ataque. Seu time dificilmente toma gols.
Mérito dele.
Ele precisa de ferramentas como Romero e Rodriguinho, jogadores que não brilham tecnicamente (sim, o Rodriguinho não é um armador técnico) mas que compõem muito bem o sistema defensivo e tornam o time compacto.
Por outro lado, o time não ganha muita qualidade ofensiva. Quando rouba a bola, ataca com pouquíssimos jogadores, e além disso, apenas um com capacidade criativa: Jadson.
Jadson é o risco máximo que Carille aceita. Jadson não compõe bem a defesa. Não volta até a bandeirinha. Mas é o cara que com um toque na bola cria uma chance de gol.
Ele tem adiantado o Rodrigo para dar mais aproximação ao Jô, mas em contrapartida, recuou o Maycon. Preste bem atenção. O time ataca com 3 ou 4 jogadores.
Os jogadores técnicos do elenco demoram muito a entrar. Eles desmontam um pouco o fortíssimo alicerce defensivo do 1 a 0 que garante Carille em seu emprego. Assim o time perde pouco, apesar de não brilhar.
Suas substituições são 6 por meia dúzia.
Talvez com mais estabilidade, um dia, Carille possa arriscar um Pedrinho aberto com Jadson central, ou até mesmo, recuperar o bom futebol dos contratados do ano passado, que neste esquema de jogo, não se encaixam.
em Bate-Papo da Torcida > O velho duelo: técnica x raça - Entenda o Carille
