Helder Comitre
Nos últimos anos a diretoria adotou um estratégia de não segurar jogadores que recebem propostas, principalmente aquelas de times de fora.
Há a justificativa que não podemos ter um jogador insatisfeito no elenco; que pode gerar um clima ruim para o vestiário; que o clube é muito superior ao jogador, entre outras...
Por outro lado, estamos perdendo
cada vez mais a identificação do time com a torcida, do jogador com o clube! É uma pena.
Perdemos uma essência, e até os clubes brasileiros sabem e aproveitam da situação. Vide exemplo da venda do Uendel.
Aí eu pergunto: Por que você não lê notícias de jóias ou destaques de clubes brasileiros saindo por mixaria?
Eu respondo: Porque nossos rivais usam a política de 'Aqui não é a casa da mãe Joana'. Já o Corinthians...
Qual o problema de desmontar um time completo campeão brasileiro da noite para o dia por dinheiro de cachaça? Nenhum, diriam eles.
E vender uma promessa do CLUBE deapenas 17 anos (Malcom), titular da equipe campeã nacional por R$12 milhões? Nem era tão bom assim, diriam eles.
Exemplos não faltam e todos aqui devem ter umna cabeça. E isso porque nem quero lembrar do Marquinhos, jogador emprestado para time de ponta da Europa com opção de compra definitiva por um valor baixíssimo. É de chorar!
Essa política de vendas só desvaloriza o nosso produto, o nosso clube e sua história. Perdeu-se a credibilidade para negociar jogadores (Só chega proposta indecente), sem falar que pagamos muito mais por muito menos na hora de comprar (Gustavo, GA...). Qual é o sentido disso?
E o tempo vai passando e cada vez mais vemos menos disso:
É ou não é de se lamentar? Como podemos ajudar para mudar essa situação?