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Post de Alessandro no fórum "Análise dos jogos" do Meu Timão

2012: O Ano da Conquista. Nem preciso falar

2013: O Pesadelo

Lembro de 2013 até hoje. Todo mundo falava que o Timão ia ganhar de novo a Libertadores. IA...

Vamos voltar no tempo...

2013 se define em uma palavra: DECEPÇÃO

A gente ganhou o mundo. Essa era começou em 2007 e terminou em 2013. 6 ANOS CONQUISTANDO O MUNDO. Do rebaixamento ao título mundial.

Começa 2013, a gente tinha 300 milhões em orçamentos (MEU DEUS). A gente tinha um elenco fortíssimo. Era o candidato NÚMERO 1 para ganhar TUDO. TUDO.

Início do Pesadelo: Alexandre Pato

Começa 2013, e o Corinthians buscava se reforçar no ataque. Com dinheiro em caixa, Timão resolve contratar uma estrela do Milan: Alexandre Pato. 40 MILHÕES!

Todo mundo tinha esperança nele... Até eu tinha. O Começo dele foi promissor, logo na sua estreia fez gol; Contra o Oeste de Itápolis, na goleada de 5x0 fez o último gol. Em fevereiro marcou contra o Millionarios, da Colombia, na Libertadores e contra o Bragantino pelo Paulistão.

Todo mundo achava que Pato seria que nem o Guerrero. Seria espetacular (o custo nele emitia isso, ILUSÃO). Só que nem tudo são flores;

A tragédia de Oruro

Entretanto, se o começo de ano alvinegro parecia promissor, tudo mudou em 20 de fevereiro. Na estreia da equipe na Copa Libertadores, contra o San José (BOL), em Oruro, uma tragédia mudou completamente o rumo de 2013 no Parque São Jorge. No decorrer do primeiro tempo, um sinalizador atirado do setor de visitante, ocupado pela torcida corintiana, acertou Kevin Beltrán Spada, de apenas 14 anos, e o matou.

O terrível acidente terminou com a prisão de 12 torcedores organizados do Corinthians e a punição com perda de mandos até o final da competição, que seria revertida para apenas uma partida, cumprida na vitória sobre o Millonarios, no Pacaembu - na ocasião, quatro torcedores conseguiram liminares judiciais e puderam assistir à partida no estádio.

E COMEÇA O PESADELO...

O apito inimigo e a demonstração de apoio

Mesmo abalada com a tragédia ocorrida na Bolívia, a equipe do Corinthians seguiu fazendo a sua parte na Copa Libertadores e alcançou a fase de mata-mata. Logo nas oitavas-de-final, o Timão teria pela frente o tradicional Boca Juniors, da Argentina. Com uma atuação extremamente apática, o Timão foi derrotado por 1 a 0 na Bombonera e teria que resolver a sua vida no Pacaembu.

Em uma partida marcada pela arbitragem horrível do paraguaio Carlos Amarilla, o Corinthians ficou no empate em 1 a 1 e foi eliminado da competição continental de maneira precoce. Logo no começo da partida, o árbitro deixou de marcar pênalti em favor do Timão, quando o lateral Marín colocou a mão na bola dentro da grande área. Minutos depois, anulou gol legítimo de Romarinho.

Quando a partida já estava empatada em 1 a 1, no segundo tempo, o paraguaio anulou gol do zagueiro Gil, alegando falta duvidosa de Paulinho no goleiro Orión. Com dez minutos para o encerramento, Emerson Sheik invadiu a grande área, foi empurrado pelo defensor xeneize, mas a arbitragem nada marcou. Após o apito final, a Fiel Torcida deu mais uma demonstração de amor ao clube e se manteve dentro do Pacaembu por cerca de 20 minutos, apoiando os jogadores.

Além da eliminação corintiana, a partida marcava também a derrocada de Alexandre Pato. Principal contratação da equipe para a temporada, o camisa 7 perdeu um gol sem goleiro, dentro da pequena área, e atrapalhou os planos de classificação do Corinthians. Um ano que parecia ser promissor, começava a se transformar em um pesadelo para o atacante.

2013 Era um ano de OURO e acabou sendo de PESADELO

A conquista do Paulistão

Quatro dias depois de ser eliminado da Copa Libertadores pelo Boca Juniors, o torcedor alvinegro teve motivos para comemorar. Após ter vencido o Santos por 2 a 1 no Pacaembu, o Corinthians foi até a Vila Belmiro, arrancou um empate em 1 a 1 e conquistou seu 27º do Campeonato Paulista.

Paralelamente à disputa do torneio continental, o Timão fez uma campanha razoável na primeira fase do campeonato estadual e terminou na 5ª colocação. Nas quartas-de-final, a equipe goleou a Ponte Preta por 4 a 0, em Campinas e se classificou para a fase seguinte.

Na semifinal, o Alvinegro teve pela frente o grande rival São Paulo. Após um empate sem gols, no Morumbi, o Timão se classificou após a disputa de pênaltis. Alexandre Pato, o último cobrador, provocou o goleiro Rogério Ceni após converter a sua cobrança e colocar a equipe na grande final.

Na decisão, o Corinthians enfrentou o Santos. Na primeira partida, no Pacaembu, uma das melhores atuações da equipe garantiu a vitória por 2 a 1, com gols de Paulinho e Paulo André. No segundo jogo, na Vila Belmiro, Cícero colocou os donos da casa em vantagem, mas um gol do sempre decisivo Danilo garantiu o caneco para o Timão.

A venda de Paulinho

Principal jogador do Corinthians em 2012 e no primeiro semestre de 2013, o volante Paulinho deixou o clube após a disputa da Copa das Confederações com a Seleção Brasileira. No final de junho, o camisa 8 foi vendido para o Tottenham, da Inglaterra, por cerca de R$ 53 milhões. Foi a partir da venda do seu grande craque que o Corinthians começou a degringolar na temporada e a fazer apresentações extremamente abaixo do esperado.

Afinal, o volante era a grande válvula de escape da equipe. Com uma visão de jogo e um posicionamento diferenciados, Paulinho era o grande responsável por surpreender as defesas adversárias e criar as jogadas de gol do Timão. Seus substitutos, pouco fizeram. Guilherme até teve um início promissor, mas lesionou o joelho e ficou bastante tempo afastado. Ibson e Maldonado foram muito mal nas oportunidades que tiveram. Renato Augusto, a grande esperança da Fiel, também sofreu com as lesões.

O início ruim no Brasileirão e a conquista da Recopa

Grande favorito ao título do Campeonato Brasileiro e embalado pela conquista do Campeonato Paulista, o Corinthians decepcionou no começo do Brasileirão. Com um aproveitamento muito abaixo do esperado, a equipe ocupava apenas a 13ª colocação na quinta rodada e não inspirava nenhuma confiança no torcedor para a disputa do título.

Com um futebol extremamente abaixo do apresentado em 2013, o Alvinegro demonstrava muita dificuldade para vencer as suas partidas e empatava a grande maioria delas, frustrando o torcedor que sonhava com o hexacampeonato nacional.

Mesmo não fazendo boas apresentações, o Timão ainda conseguiu conquistar mais um título no primeiro semestre: a Recopa Sul-Americana. Em uma disputa de duas partidas contra o rival São Paulo, o Corinthians venceu por 2 a 1 no Morumbi, com um golaço de Renato Augusto, e também por 2 a 0 no Pacaembu, em uma das melhores atuações da equipe na temporada.

Um segundo semestre para esquecer

O segundo semestre alvinegro de 2013 foi trágico do início ao fim. Ainda com campanha mediana no Brasileirão, a equipe acumulava empates e partidas vergonhosas. Na última rodada do primeiro turno, um empate sem gols contra o lanterna – e pior campanha da história dos pontos corridos – em pleno Pacaembu fez a torcida começar a perder a paciência com a torcida.

A gota d’água veio na disputa da Copa do Brasil. Logo nas oitavas-de-final, a primeira decepção. O Corinthians enfrentou a fraquíssima equipe do Luverdense, do Mato Grosso, e foi derrotada por 1 a 0 na primeira partida. No Pacaembu, o Timão conseguiu reverter o resultado e, após vitória por 2 a 0, se classificou para as quartas-de-final.

Nas quartas-de-final, duas partidas ruins e dois empates sem gols contra o Grêmio. Na disputa de pênaltis, o Timão foi eliminado e Alexandre Pato sentenciou o seu ano decepcionante. Precisando converter a última cobrança, contra o experiente goleiro Dida, o camisa 7 tentou bater de cavadinha, pegou mal na bola e entregou de graça para o arqueiro gremista, eliminando a equipe da competição nacional.

Contratado em janeiro por valores astronômicos, o atacante já não vinha correspondendo em campo e as cobranças da torcida por boas atuações eram constantes. A cobrança displicente da penalidade transformou a relação com a Fiel Torcida em quase insustentável e os protestos contra o camisa 7 se tornaram uma constante no Pacaembu e no Parque São Jorge.

O fim melancólico da Era Tite

Contratado no final do ano de 2010, o técnico Tite teve passagem brilhante pelo Parque São Jorge. Campeão brasileiro em 2011, da Libertadores e Mundial em 2012 e Paulista e da Recopa em 2013, o comandante foi extremamente vitorioso no clube...

em Análise dos jogos > O jogo/árbitro que tirou nosso Tri-Mundial!

Em resposta ao tópico:

Nesse dia houve o maior assalto de todos os tempos no futebol mundial!

2 pênaltis não marcados

2 gols indevidamente anulados

Cartões amarelos distribuídos gratuitamente ao nossos jogadores.

Começamos mal, um pouco afoitos e depois de uma lance claro de mão dentro da área não marcado pelo juiz ladrão, ficamos com os nervos ainda mais exaltados. Para fechar o clima de tensão, tomamos um gol que deveria apenas ter sido um despretensioso cruzamento.

Tal gol, apesar de tamanho pesar, uniu ainda mais a torcida e o time. Fomos pra cima.

Terminamos o primeiro tempo perdendo por 1 x 0, com um gol mal anulado e um pênalti claro não marcado.

Voltamos com Edenílson (voando naquela época) e Pato, ainda uma grande esperança ao torcedor.

Jogando muito, com três ótimas chances logo nos primeiros 6 minutos. Finalmente o gol de Paulinho, sempre ele, de cabeça.

Continuamos indo pra cima, tendo novamente um gol legal anulado.

Fomos com força total, pressão total, Fiel gritando a plenos pulmões, dando orgulho como sempre! Pato perdeu gol incrível sem goleiro, isso ainda aos 30 minutos.

Depois, novamente, temos um pênalti, em lance do Sheik, não marcado.

Ainda havia fôlego e força vindo das arquibancadas, mas simplesmente não houve mais nada que pudesse ser feito.

Acabou o jogo, mas não acabou o canto e encanto da torcida. A Fiel abraçou o time após a eliminação e como loucos, pulamos e gritamos durante vários inesquecíveis minutos entre o término da partia e saída dos nossos guerreiros de campo.

Fizemos 3 gols (dois mal anulados). Sofremos 2 pênaltis, nenhum marcado.

Esta equipe fez tudo que podia e fez talvez até mais. Mas nos foi literal e simbolicamente assaltado o direito de continuar naquela competição. Libertadores que talvez fôssemos mais favoritos e até qualificados à conquistar o título do que a de 2012.

Vendo esse time, que ainda tinha Renato Augusto como peça importante e lembrando do contexto do jogo, sinto enorme pesar por essa eliminação.

Talvez seja clubismo o que coloquei no título sobre o Tri-Mundial, mas depois do que vi em 2012, daqueles jogadores, daquele técnico e principalmente, da nossa Torcida, não me recriminem por acreditar que poderíamos ganhar de qualquer time que cruzasse o nosso caminho.

CORINTHIANS MINHA VIDA, CORINTHIANS MINHA HISTÓRIA, CORINTHIANS MEU AMOR!

Para quem quiser relembrar:

O jogo -

A Torcida ao final -

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Réplicas desse post

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Henrique 11 posts

@henrique.maravalha em 25/01/2017 às 12:53

Gostei muito desse texto!

Existem muitas variáveis a serem consideradas, mas acho que a classificação, eliminando o Boca, nos recolocaria nos eixos e teríamos conseguido manter um alto padrão. Principalmente porque o time ainda estaria motivado.

O Pato realmente foi pivô de muitos problemas, mas poderia ter sido diferente caso conquistássemos a Liberta.

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