Léo Hideki
Em qualquer bate-papo com a torcida corintiana, um termo comum é sempre reivindicado: 'Por que o maior campeão da Copa São Paulo não aproveita as belas revelações que surgem da base?'.
Naturalmente, nomes como Marquinhos (PSG), Willian (Chelsea), Dodô (Roma), Everton Ribeiro (Al Ahli), Willian Arão (Flamengo), etc (...) são colocados à discussão como exemplo dos equívocos cometidos.
Com razão, pois são jogadores de alto nível que poderiam não apenas contribuir muito tecnicamente como também financeiramente, uma vez que, teoricamente, deveriam ter seus direitos econômicos integralmente pertencentes ao clube.
Pois bem, mas se por um lado é correto entoar essa reclamação, por outro, nem tanto.
Ao contrário do que pregam algumas pessoas, como 'categoria de base', a função das equipes juniores é formar atletas de bom nível para compor um elenco profissional qualificado, servindo também como base na montagem de uma equipe competitiva, na qual devem-se agregar outros jogadores de maior destaque e maior responsabilidade.
Não é função da base revelar um Neymar, um Ronaldo e um Garrincha a cada temporada. Não é função da base, formar onze novos titulares profissionais a cada temporada. Não é função da base, tornar-se o time principal.
E apesar dos grandes e constantes protestos da nossa fanática torcida, é preciso observar que nos últimos anos, a base têm cumprido o seu papel, e as comissões técnicas têm utilizado sim os atletas lá formados.
Basta olhar para a atual equipe que inicia a temporada e logo podemos encontrar na formação titular o jovem zagueiro Pedro Henrique, que deverá atuar junto ao lateral Guilherme Arana e ao volante Maycon. Sem contar, obviamente com os já veteranos Fagner e Jô.
E ainda compõem o elenco, os garotos Marciel, Yago, Léo Santos, Léo Príncipe, Léo Jaba, Caíque França, Matheus Vidotto, Warian, Mantuan, Rodrigo Figueiredo e Carlinhos.
Ou seja, são 14 meninos formados nas categorias de base e que hoje montam a base do elenco principal, com mais 2 também revelados no próprio clube, mas que saíram e retornaram, e que hoje são nomes de destaque do time titular.
É compreensível o sentimento de empatia e protecionismo com as pratas da casa, já que são como filhos do próprio Corinthians, mas é preciso paciência para entender que ser formado no clube não é requisito para ser titular da equipe.
É preciso que o entendimento venha antes do protesto.
em Bate-Papo da Torcida > Para que servem as categorias de base do Corinthians?






