Plinio Santos
Normal, 98% dos Brasileiros passam por dificuldade. Eu, fui morar sozinho aos 16 anos, ralei para estudar. Fazia estágio no Ministério Público durante o dia e ia para faculdade a noite. Não tinha dinheiro para ir em festas, era só o do lanche e olhe lá, estudei para caramba, passei na OAB no 9° semestre, passei em quatro concursos, e nem por isso EU JOGO BOLA.
O Corinthians não precisa de nego com histórias de superação, precisamos de jogadores bons de bola.
em Bate-Papo da Torcida > Kazim
Em resposta ao tópico:
– A Europa não é igual o Brasil. Minha família não tinha direito, meus amigos foram presos. Eu tive sorte por ser jogador. Minha mãe cozinhava para mim e meus irmãos, igual toda a torcida corintiana. Ser chamado de Gringo da Favela é normal para mim. Eu conheço essa realidade. Eu jogo futebol há 13 anos, e antes disso, eu não tinha comida, eu não tinha chuteira. Eu não moro na favela, não sou da favela, mas eu entendo tudo. Meu melhor amigo foi preso, meus primos foram preso. Eu entendo gente que não tem o que comer, mas usa o dinheiro para comprar ingresso para ir ao estádio.
O futebol dele não conheço bem, mas ele relacionando sua vida difícil com a história do Corinthians e a torcida, já fez com que ele mereça uma chance nossa.
O gringo é da favela