Marcello Figueiredo
Eu fico pensando sobre isso, uma hora a conta chega, como assim? O SCCP por exemplo só teve aumento das receitas nos últimos anos, fazia times mesclando jovens, apostas e contratações pontuais...jamais deveria ter mudado o perfil disso, o time campeão do mundo, ele não era um time caro..era um time dentro da realidade da receita do clube...agora, esse papo de conta, uma hora a conta chega pra mim tem muito mais haver com má administração do que com o gasto com o futebol..
O pato por exemplo, tecnicamente falando o time não precisava de outro atacante, tinha Guerrero, Emerson, Romarinho e Martinez..pra que Pato, tudo que envolve essa contratação é que é duvidoso, desde o valor pago, salários e a forma que geriram a passagem do jogador pelo clube, tudo muito mal feito, mas reza a lenda que rendeu muito dinheiro pra todo mundo...
Ao meu ver a conta é simples, não se deve gastar mais do que se arrecada e o SCCP com a receita que tem pode sim ter uma folha de 8,9 milhões por mês tranquiliamente, mas como não consegue eu não sei..
O clube parou nas ações de marketing, se acomodou em todos os sentidos, a arena não da dinheiro ao clube e não me refiro a bilheteria...um clube que conseguiu vender até boneco do Herrera hoje nem espaço no uniforme consegue vender diretamente, teve que tercerizar o espaço...
Esse papo de uma hora é pra clubes mal administrados e roubados como o nosso e tantos outros por ai...
em Bate-Papo da Torcida > A conta vai chegar, como chegou novamente?
Em resposta ao tópico:
Lendo trechos da entrevista do ex-diretor de marketing do Timão, o Gustavo Herbetta, me chamou a atenção quando ele disse que 'No médio prazo a conta chegaria, como chegou', justificando o fato da atual gestão não ter como realizar grandes investimentos.
Seguindo esse pensamento, não tem como deixar de 'culpar' as gestões anteriores - Mario Gobbi e Sanchez, por exemplo, pela atual situação financeira do clube (creio que o momento mais crítico tenha sido a contratação do Pato).
Agora lemos que Sanchez vai 'cobrar' o Roberto de Andrade, Rosemberg vai voltar e, com a questão do impeachment em discussão, pode-se presumir que Sanchez e cia. 'voltarão oficialmente ao poder'. Pela questão financeira, não significa que, daqui a uns dois ou três anos, voltaremos à esta mesma crise financeira?
Abordo isso porque é todos sabemos que os clubes brasileiros não conseguem manter uma gestão sólida por muito tempo: em três ou, no máximo, quatro anos, tudo que foi construído acaba se desmoronando. O exemplo mais recente, pra mim, foi o Cruzeiro: dois anos como campeão brasileiro e, no ano seguinte, brigando pra não cair. Tiveram saídas de jogadores? Sim, ok. Mas e o investimento em cima do que foi ganho com as vendas?
Enfim, posso estar muito pessimista...