Marco Silva
A comoção causada pela tragédia na Colômbia provocou uma onda de solidariedade, que, à meu ver, tem um foco mal direcionado.
Por mais difícil que tenha se tornado a situação da Chape, com o elenco, comissão técnica e diretoria dizimados pelo acidente, quem deve, prioritariamente, ser ajudados, são os sobreviventes e os parentes das vítimas fatais.
Principalmente se pensarmos que, no caso dos jogadores, muitos deles eram os que sustentavam pais, filhos, primos, tios e outros parentes.
A entidade Chapecoense pode e deve ser ajudada, mas dentro de certos limites.
É pertinente uma carência sem preocupação com rebaixamento, mas 1 ano é mais que suficiente.
Quanto ao empréstimo gratuito de jogadores também, mas já arcar com os salários, não. O clube não deve perder patrocinadores, pelo contrário, outras empresas devem querer associar sua imagem ao time. Igualmente, não ocorrerá perda de cotas de TV ou diminuição das rendas, além de que deve acontecer um incremento da arrecadação pela venda de produtos oficiais.
Portanto, caso os demais clubes insistam em colaborar financeiramente, mesmo muitos deles estando com dificuldades, que não seja pagando atletas para atuar na equipe catarinense e sim, ajudando os familiares das vítimas, muito mais necessitadas do que a Chapecoense.
Afinal, pessoas são infinitamente mais importantes do que um clube de futebol.
