Cláudio Andrade
Último lance do jogo entre Nacional x Corinthians, no Uruguai. Falta para o Corinthians cobrar, chance de lançar a bola na área. Uendel olha para o banco de reservas e através de mímicas pergunta se é para alçar bola na área ou tocar a bola. Ordem: tocar a boca...
Me lembrei do jogo entre Goiás x Corinthians, último jogo do Brasileiro de 2005. Eu, meu pai, meu irmão e um amigo, saímos de São Paulo no ônibus nº 8 gerenciado pela gaviões, a viagem marcada para às 18h do sábado só foi iniciada às 22h. Depois de inúmeras quebras e problemas sem fim chegamos no Serra Dourada às 15:30, o jogo começaria às 16h. Perdíamos o jogo por 2x1, time campeão, com o resultado do Inter. Falta para o Timão, com chance de alçar a bola na área e tentar o empate, aí o Antônio Lopes, então técnico, dá a ordem para tocar a bola de lado.
Dois momentos distintos, mas com a mesma atitude. No jogo contra o Goiás me senti desrespeitado, pelo sofrimento que tivemos para acompanhar o Corinthians, e diga-se que a viagem de volta foi ainda pior. No jogo contra o Nacional faltou aquela determinação que beira a coragem.
Está tudo errado com o Corinthians? Não necessariamente, precisamos ter bom senso. Mas... Algumas atitudes devem ser repensadas.