Marcello Figueiredo
Engraçado, com tantas provas é só entregar no MP
em Bate-Papo da Torcida > Fernando Garcia - Alguns fatos - Cancer Malígno
Em resposta ao tópico:
O empresário de jogadores Fernando Garcia tem se utilizado do discurso de que recebeu os direitos federativos do atleta Malcom, do Corinthians – clube do qual é conselheiro – em troca da quitação da dívida de um empréstimo para finalizar o negócio com o volante Ralf.
Porém, há dois dias, a Justiça aceitou ação impetrada pelo empresário contra o clube, na 36ª Vara Civil de São Paulo, cobrando R$ 2,7 milhões, evidenciando mentira do discurso anterior.
O processo, nº 1131418-50.2014.8.26.0100, já teve despacho, no mesmo dia, obrigando o clube de Parque São Jorge, assim que notificado, a quitar o montante, exatos R$ 2.797.813,42, em apenas 15 dias.
Ou seja, abusado, o conselheiro alvinegro além de fazer negócios com o Corinthians de maneira irregular, em desconformidade com o Estatuto, teve ainda a coragem de processar o clube, mesmo após ter obtido lucro desproporcional, diria até excepcional, nas nebulosas intermediações.
Cai por terra, em consequência, outra “desculpa”, a da benemerência.
No intuito claro de se ocultar na ação judicial, Garcia utilizou-se no processo da empresa GP SPORTS, da qual é o verdadeiro proprietário, embora, no papel, esteja em nome do “laranja” Allisson Garcia.
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Fernando Garcia esconde 25 jogadores do Corinthians na “laranja” ART SPORTS SOCCER
Recentemente, o empresário de jogadores Fernando Garcia, irmão do candidato a presidente do Corinthians, o dono da Kalunga, Paulo Garcia, foi flagrado em exposição pública do fatiamento dos direitos econômicos do jogador Malcom, a quem tenta, a todo custo, vender para o mercado europeu.
Seriam 30% do Corinthians, 40% de Fernando Garcia, 15 % de uma empresa discriminada apenas como ART (que ninguém sabia dizer do que se tratava) e outros 15% para o jogador.
Durante a campanha política do clube, Paulo Garcia, mais preocupado em defender o irmão do que expor suas propostas, mentiu, ao dizer que o intermediário possuía, se tanto, quatro ou cinco jogadores do Corinthians, todos justificados como pagamento de empréstimos, dos quais, até os dias atuais, ninguém teve acesso a documentação.
Em apuração, descobrimos que a empresa ART, na verdade, trata-se da ART SPORT SOCCER, que, além dos cinco jogadores listados pela família Garcia, e que fazem parte da empresa mais conhecida de Fernando, a LF ASSESSORIA, esconde outros 20 atletas do clube, num total de 25 jogadores (grande parte da categoria de base).
Um escândalo sem precedentes.
Nem mesmo Carlos Leite, no auge de suas negociatas com o treinador Mano Menezes, foi tão abusado.
São eles:
Malcom, Petros, Uendel, Guilherme Aranas, Cleber (recém negociado), Arlindo, Luiz Fernando, Guilherme Mantuan, Matheus Cassini, Felipe, Lucas, Luis Galvão, Marcio PC (Flamengo Guarulhos), Arthur, Franklin, Lucas Balardin, Gabriel Speto, Lucas Minele, Marquinhos, Matheus Souza, Renan Guedes, Gabriel Souza (Flamengo Guarulhos), Willian Arão, Denner e Henrique Teixeira.
Há jogadores doutros clubes, inclusive da Penapolense (quintal da “organização”), mas em quantidade muito inferior aos que são relacionados ao Corinthians, evidente facilitador dos esquemas amplamente divulgados.
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Caso Malcom.
Formado dentro do Parque São Jorge, Malcom é uma das grandes promessas do futebol brasileiro. Segundo o jornal inglês The Guardian, é um dos 40 jovens mais promissores do mundo. Se uma proposta milionária chegasse hoje para tirá-lo do Corinthians, no entanto, o clube paulista teria direito a apenas 30% do total.
Há seis meses, porém, o alvinegro era detentor de 70%, mas deu 40% para o empresário e conselheiro vitalício do clube Fernando Garcia, pelo valor de R$ 1,5 milhão, para pagar uma velha dívida da compra de Ralf, de R$ 2,2 milhões - a diferença foi usada para aquisição de direitos de outros jogadores.
No dia 9 de abril, então, a dívida foi resolvida. O empresário, que já tinha 10% de Malcom, ficou com 45% já que repassou diretamente 5% para parceiros. O clube paulista aceitou e ficou com apenas 30%. Alguns meses depois, Fernando Garcia vendeu 10% para outra empresa e ficou com 35%.
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Link do documento do Ralf: http://content.espn.com.br/assets/pdf/documento-corinthians-ralf-G.pdf
Fontes: ESPN, Art Sports, Blog do Paulinho, UOL, GE.