Sandra Lima
O Problema é o:
Esquema e o Ataque que não temos.
em Análise dos jogos > O Problema é o Esquema
Em resposta ao tópico:
Tite voltou do 'período sabático' com a proposta do 4-1-4-1: marcação recuada, roubada de bola e contra-ataques verticais. O jogo contra o San Lorenzo na Argentina com o gol de Elias foi puro Tite.
O problema é que esse sistema, além de ficar manjado em pouco tempo, exige que os jogadores de ataque fiquem mais tempo dedicados à marcação do que propriamente à sua especialidade: atacar. Não é um sistema que troca a posse de bola pela esperança do erro adversário, estamos falando de um sistema que opta pela marcação bem atrás do meio campo e busca o contra-ataque.
Sendo assim, contra qualquer time, seja o Barcelona ou o Bambala, encontramos dificuldade em PROPOR O JOGO: sempre, SEMPRE cedemos primeiro o meio de campo ao adversário (no mínimo uns 15 min), para que possamos fazer a marcação cerrada (o tal 'atacante-marcar-lateral'), recuperar a bola, e partir no contra-ataque. Até na nossa Arena jogamos assim. Só que aquele '1' da frente, para chegar ao gol com perigo, necessita de qualidade para reter a bola para que os meias cheguem mais à frente. Na época do jogo com o SL ainda tínhamos um centroavante nato que sabia jogar de costas para o gol e fazer isso, mas Wagner Lost é muito ruim, e os meias estão ficando presos atrás. Então levamos pressão de times ruins porque o nosso sistema de jogo é esse, contra-ataque. O Corinthians, hoje, com Tite, joga como time pequeno. E acabamos perdemos pontos que poderão nos custar o G4.
A única solução que vejo, a médio prazo, é Tite abandonar sua teimosia e jogar não com um esquema rígido, mas de acordo com aquilo que ele tem em mãos, mudando o 4-1-4-1 para um mais ofensivo. Só que Vagner Love para render não pode jogar enfiado no meio de zagueiros, precisa de no mínimo outro atacante do lado. Há inúmeras formações, darei duas aqui:
4-3-3:
Cássio (ou Walter); Fagner, Felipe, Gil e Uendel; Ralf, Jadson e RA; Malcom, Qualquer at. Da base, Luciano.
4-4-2:
Cássio (ou Walter); Fagner, Felipe, Gil e Uendel; Ralf, Elias, Jadson e RA; Luciano e qualquer at. Da base.
Ah, tem também a questão do 'esquema' de jogador de empresário jogar no time em detrimento da base, mas aí já é uma outra história. #VaiCorinthians!
Baseado em análises desse blog: https://bloguedotimao.wordpress.com/2015/07/27/coritiba-1x1-corinthians-os-times-campeoes-nao-desprezam-pontos-assim/#comments
