Anisio Molim
Que bela, formaríamos uma boa dupla. Bem no início dos anos 70, ficaríamos contemplando o por do sol naquele mirante do 'banhado', fumando unzinho (era moda), e em seguida iríamos para o meu recanto, lá na rua Sebastião Humel, depois da Sete de setembro, e tomaríamos uns drinks, ao som de Pink Floyd, Jhetro Tull, Yes, Emerson, Lake and Palmer, os nossos Caetano, Elis, Chico, Jobim, e um pouco de Bach, Debussy e Chopin.
Quando na oportunidade de estarmos ouvindo 'clair de lune' de Debussy, os nossos seres juntinhos, prestando atenção no dedilhado do piano, imaginado os nossos dedos explorando os lugares mais sensíveis, como teclas do piano...
E quando ouvíssimos tristesse de Chopin, os nossos dedos já não mais dedilhavam as teclas de nossos corpos com delicadeza, e sim com a firmeza da possessão, nossas mãos já sem ritmo harmônico, tocando em cada parte do corpo, de forma desconexa, nos sentindo figuras únicas embalados ao fervor da paixão incontrolável...
Daí, toca a campainha, é a visinha do lado que reclama do cheiro de queimado do café que esquecemos no fogão de duas bocas, que era o único objeto que
em Bate-Papo da Torcida > Morraammm de INVEJA...kkkkkk