Carlos Martins
Belíssimo POST xará, aliás, como é de costume. O Corinthians não será comercializado como item de feira às escuras. A torcida vai impedir e a intervenção judicial vai desmantelar a quadrilha que há anos manda e desmanda no clube. A libertação chegará, estaremos aqui para ver o clube atingir seu potencial máximo com gestão séria, independente, auditável e preservando sua base de participação popular. INTERVENÇÃO JUDICIAL e SAFIEL URGENTE.
em Bate-Papo da Torcida > A sombra de uma SAF de dono exige explicações públicas de Osmar...
Em resposta ao tópico:
O Corinthians está sendo engolido por dívidas, crises políticas, suspeitas administrativas e uma sequência vergonhosa de gestões que apequenaram um dos maiores clubes do mundo.
E agora, em meio a esse cenário de terra arrasada, surge nos bastidores uma informação gravíssima: Osmar Stabile estaria conversando sobre uma possível SAF tradicional, uma chamada “SAF de dono”.
A informação ainda circula no campo dos bastidores e da opinião. Não há, até aqui, prova pública definitiva de proposta fechada, investidor identificado ou contrato assinado.
Mas isso não diminui a gravidade do tema.
Pelo contrário: aumenta a obrigação de o presidente vir a público e explicar tudo.
O Corinthians não é propriedade de Osmar Stabile.
O Corinthians não é patrimônio de conselheiro.
O Corinthians não é mercadoria de dirigente.
O Corinthians é da sua torcida.
Se Osmar está conversando com grupos interessados em assumir o futebol do clube, a Fiel precisa saber.
Se existe proposta, que ela seja apresentada. Se existe investidor, que o nome apareça.
Se existe negociação, que ela seja protocolada.
E se não existe nada, que o presidente desminta de forma clara, objetiva e documentada.
O que não dá é para o torcedor ficar sabendo do futuro do Corinthians por vazamento, canal independente, bastidor e rumor.
Mais grave ainda: existe uma proposta conhecida, pública e identificada, a SAFiel.
Pode-se concordar ou discordar dela.
Pode-se questionar o modelo, os números, a governança e a viabilidade.
Tudo isso é legítimo.
Mas ignorar ou tratar com frieza uma proposta baseada na participação da torcida, enquanto se cogita nos bastidores uma SAF tradicional com dono, seria um insulto à história do Corinthians.
A SAFiel, ao menos, se apresenta de cara limpa. Tem nome, tem proposta, tem conceito, tem defesa pública. Já uma eventual “SAF de dono” discutida nos corredores, se for real, nasce com o pior vício possível: a falta de transparência.
E aqui está o ponto: o problema não é estudar SAF. O Corinthians está quebrado, sufocado por dívidas e administrado há anos por grupos que falharam brutalmente. É evidente que o clube precisa discutir novos caminhos. O erro é discutir o futuro do Corinthians como se fosse uma negociação particular de gabinete.
SAF não é assunto para meia dúzia decidir escondido.
SAF não é conversa de corredor.
SAF não é salvação mágica.
SAF não pode ser desculpa para entregar o clube a um controlador externo sem debate amplo.
O Corinthians precisa de auditoria independente, transparência financeira, debate no Conselho, consulta aos associados e respeito absoluto à Fiel. Qualquer mudança estrutural precisa ser feita com luz acesa, documento na mesa e responsabilidade pública.
Porque existe uma diferença gigantesca entre profissionalizar o clube e entregar o clube.
Uma coisa é criar um modelo de gestão moderno, com governança, controle, fiscalização e participação da torcida. Outra coisa é pegar a crise financeira — criada por anos de incompetência política — e usá-la como justificativa para colocar o futebol nas mãos de um dono.
O Corinthians não pode sair das mãos de cartolas irresponsáveis para cair no colo de um investidor sem que a torcida saiba exatamente o preço dessa troca.
A Fiel já foi enganada demais. Já viu promessa demais. Já ouviu dirigente falar em responsabilidade enquanto empurrava dívida para frente. Já viu jogador vendido às pressas, dívida aumentar, elenco enfraquecer, bastidor feder e o clube virar manchete negativa.
Agora querem discutir o futuro societário do Corinthians no escuro?
Não. Chega.
Osmar Stabile precisa escolher de que lado está: do lado da transparência ou do lado do velho método corinthiano de decidir tudo longe da torcida.
Se há conversa com SAF tradicional, fale.
Se há grupo interessado, revele.
Se há proposta, publique.
Se há negociação, explique.
Se não há nada, desminta.
Mas não trate a Fiel como massa de manobra.
O Corinthians nasceu popular. Cresceu popular. Tornou-se gigante porque sua torcida sempre foi maior que seus dirigentes. Nenhum presidente tem autoridade moral para discutir a entrega do clube sem abrir o jogo com quem sustenta essa instituição há mais de um século.
A crise financeira exige solução. Mas solução sem transparência é armadilha. Profissionalização sem participação é tomada de poder. E “SAF de dono” negociada em silêncio, se confirmada, seria uma traição política à essência do Corinthians.
A Fiel não é obstáculo.
A Fiel é o Corinthians.
E qualquer projeto que tente salvar o clube passando por cima da sua torcida já nasce errado.
#INTERVENCAOJUDICIALJA


