Fábio Franco
Estou igual
em Bate-Papo da Torcida > Talvez esse seja o momento mais triste da minha vida como corintiano
Em resposta ao tópico:
Sou corintiano desde criança. Já passei por rebaixamento, eliminação, goleada, zoação de rival... E nunca deixei de acompanhar.
Teve uma época em que eu entrava no Meu Timão todos os dias. Via todas as notícias, ia ao estádio, esperava ansioso o próximo jogo e contava os dias quando o Corinthians ficava um tempo sem entrar em campo.
Hoje é diferente.
Fico quatro ou cinco dias sem entrar no site. Não faço questão de acompanhar as notícias. E agora, depois de quase dois meses sem jogo, o Corinthians volta a campo no dia 23... E eu simplesmente não estou ansioso.
Isso nunca aconteceu comigo.
E não é porque deixei de amar o Corinthians.
É porque cansei.
Cansei de abrir notícia e ver dívida, investigação, crise política, dirigente brigando, jogador cobrando pagamento, promessa que nunca é cumprida.
Aí alguém fala:
'Mas ganhamos Paulista, Copa do Brasil e Supercopa.'
Sim, ganhamos. Fiquei feliz.
Mas comemorei sentado no sofá, porque, no fundo, eu sabia que nada tinha mudado. O problema continuava lá.
O que mais dói é lembrar de 2012.
Naquela época eu achava que o Corinthians ia virar a maior potência da América. Libertadores, Mundial, estádio novo, uma das maiores torcidas do planeta... Parecia que o céu era o limite.
Quatorze anos depois, vejo Palmeiras e Flamengo colhendo os frutos de projetos bem conduzidos, enquanto o Corinthians parece viver apagando incêndio atrás de incêndio.
Na minha opinião, o Corinthians continua sendo um dos quatro maiores clubes do Brasil pelo tamanho da torcida, pela história e pelo peso da camisa. Talvez seja justamente por isso que ainda consegue conquistar títulos mesmo em meio ao caos.
Mas imaginem onde esse clube poderia estar se tivesse sido administrado com responsabilidade desde 2012.
Talvez eu volte a ter aquela ansiedade de antes. Espero que sim.
Porque o que mais me entristece não é uma derrota.
O Corinthians vai jogar no dia 23. Há alguns anos eu estaria contando as horas para esse jogo. Hoje, pela primeira vez, eu percebi que tanto faz.
E isso me assustou mais do que qualquer derrota.