Conde Montecristo
'A Justiça determinou a liberação dos veículos (quatro) e demais bens apreendidos de Rubens Gomes da Silva Júnior, o Rubão, ex-diretor de futebol do Corinthians, bem como o levantamento das constrições patrimoniais remanescentes em seu nome e no da empresa Unidade de Concurso e Treinamento Ltda, mantendo apenas a custódia, pelo Banco do Brasil, dos quase US$ 1 milhão em espécie apreendidos em sua residência.
O dinheiro, convertido em cerca de R$ 5 milhões, foi depositado judicialmente no Banco do Brasil.
Foram mantidas as prisões preventivas de Maurício Gouvêa, Marquinhos Ferreira, Marquinhos Ferreira Filho e Diego Arthur Borges, apontados como supostos parceiros do grupo criminoso.
A decisão reafirma que os investigados são suspeitos de integrar organização criminosa responsável por desvios estimados em R$ 10 milhões.
O juiz afirmou haver indícios de que a Câmara Municipal foi “literalmente apropriada” por um grupo que a utilizava para promover “inúmeros desvios de dinheiro público, desmandos e prática de atos ilícitos”, como se o Legislativo existisse apenas para atender a interesses pessoais e escusos, em afronta ao Estado Democrático de Direito, aos princípios da Administração Pública e aos direitos da coletividade.
A decisão também afastou a alegação de excesso de prazo nas investigações, ressaltando a elevada complexidade do caso, o número de investigados e a necessidade de produção de provas periciais, circunstâncias que, conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal, justificam a prorrogação das apurações e a manutenção das prisões cautelares.'
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