Marcos Oliveira
Na cabeça do Conselheiro, não importa se o Corinthians está na Série A ou na D, se fatura 1 bilhão ou 1 milhão — enquanto estiver entrando dinheiro, eles vão permanecer. E, se um dia o Corinthians acabar de vez, para eles será como uma viagem de férias que chegou ao fim: vão simplesmente seguir, cada um o seu caminho.
E não, ninguém vai ser preso. Infelizmente, vivemos numa época em que o poder judiciário é interpretativo, e a ideia é evitar prender o menor número de pessoas possível. Vivemos em um dos países mais corruptos do mundo. Os conselheiros do clube possuem muito mais influência política e judicial do que clubes de outros estados, como Minas Gerais e Bahia.
Andrés Sanchez já venceu essa guerra. Ele emparelhou tudo, calou as torcidas organizadas com favores. Mesmo não entrando mais no clube, ainda consegue influenciar — basta olhar a candidatura de André Black, que nenhum corinthiano de verdade gostaria de ter como presidente. Até os que são contra a intervenção não gostam dele. O cara basicamente só agrada uma parte associada do clube que não assiste futebol.
Ao meu ver, a única forma de o Corinthians ressurgir hoje é passando pelo mesmo processo da Portuguesa — e ainda assim não é garantido. Ou então o Brasil deixar de ser menos corrupto, reformando toda a parte judiciária, que é uma porcaria. Aí sim, homens como Andrés Sanchez e Armando Mendonça seriam condenados e teriam a prisão preventiva decretada.
O Corinthians colocou as piores pessoas possíveis como gestores.
em Bate-Papo da Torcida > Parece que a galera ainda não entendeu a cabeça de conselheiro e não...









