Marco Antônio
Ratos e mais ratos
em Bate-Papo da Torcida > "Os cabides de empregos do Corinthians"
Em resposta ao tópico:
'Durante a semana, o perfil no X “Pastor Mala” divulgou uma listagem com a quantidade de funcionários que recebem dinheiro do Corinthians — o que não significa, necessariamente, que todos trabalhem —, divididos pelos departamentos aos quais estão vinculados.
A informação foi confirmada pelo Blog do Paulinho.
Trata-se de um escárnio.
O Corinthians possui 429 funcionários no setor administrativo, distribuídos da seguinte forma: 293 na Diretoria Administrativa, 28 na Tecnologia da Informação, 28 na Comunicação, 27 na Diretoria Financeira, 22 no Marketing, 17 em Negócios Jurídicos, 8 na Presidência, 5 no Conselho Deliberativo e 1 no Conselho de Orientação.
Na maioria dos casos, não há justificativa plausível.
Resta apenas a necessidade de comprar votos, amparada na distribuição de cargos para parentes, amigos e até, segundo informações, amantes de conselheiros — muitos dos quais sequer comparecem ao Parque São Jorge.
O número de 293 funcionários na Diretoria Administrativa, setor controlado pelo grupo mais próximo ao presidente — o famoso curral do Parque Novo Mundo — fala por si.
Também não há qualquer explicação razoável para a existência de 28 pessoas no departamento de Comunicação.
É um contingente superior ao de muitas redações de portais relevantes que, evidentemente, possuem uma demanda de trabalho muito maior e mais complexa.
Basta verificar o nível de parcerias comerciais do Corinthians para perceber que os 22 funcionários do Marketing seguem a mesma lógica.
Como explicar a existência de 17 profissionais no departamento jurídico do clube e, ao mesmo tempo, a constante contratação de escritórios terceirizados para realizar as defesas judiciais, se não pela possibilidade de retorno financeiro em honorários, mais difícil de ocultar caso os pagamentos fossem feitos diretamente pelo Corinthians?
São muitos os gargalos por onde o dinheiro é escoado apenas para satisfazer interesses da política interna.
Enquanto isso, mais um transfer ban paralisou o futebol do Corinthians.
Vale lembrar que, nas eleições recentes, o grupo que hoje ocupa o poder ironizava os adversários por um suposto desconhecimento do significado dessa penalidade imposta pela FIFA.
Agora é possível entender tanta indignação.
Poucos clubes brasileiros sofreram tantos transfer bans, o que os torna, de fato, especialistas no assunto.
Assim como parecem especializados em desviar recursos para sustentar pessoas que não trabalham no Parque São Jorge ou que ocupam funções cuja demanda está muito aquém da estrutura montada, conforme evidencia a vergonhosa listagem de funcionários.'
