Carlos Filho
Acompanho o Corinthians desde os meus 12 anos, logo após o Brasil conquistar a Copa do Mundo de 1994. Foi naquela época que conheci Marcelinho Carioca vestindo a camisa alvinegra e comecei a entender o significado de torcer pelo Timão.
Os anos passaram e vivemos momentos inesquecíveis. Fomos campeões mundiais, conquistamos a Libertadores e tivemos Ronaldo Fenômeno defendendo nossas cores. Pela torcida, pela história e pelas conquistas, o Corinthians deveria estar hoje entre os maiores clubes do planeta, ao lado de instituições como Real Madrid e Bayern de Munique.
Entretanto, a realidade é desanimadora. Em vez de ser reconhecido por sua grandeza esportiva, o clube aparece frequentemente associado a crises políticas, investigações, dívidas, atrasos e falta de credibilidade. Enquanto outros clubes fortalecem seus elencos e modernizam suas estruturas, dirigentes corintianos parecem implorar para que alguém compre nossos jovens talentos, apenas para cobrir os prejuízos provocados por anos de incompetência administrativa.
É muito triste ver o que fizeram com o Corinthians. Não destruíram apenas as finanças do clube: enfraqueceram sua imagem, diminuíram sua capacidade esportiva e feriram o orgulho de milhões de torcedores. O Corinthians continua gigante por causa de sua história e de sua torcida — apesar daqueles que insistem em tratá-lo como propriedade particular.









