Zebedeus
A linguagem com que se fala de futebol na mídia e nas redes sociais, altamente hiperbólica e marcada pela imprecisão vocabular e pelo uso retórico das estatísticas para paparicar certos favoritos, leva a esse tipo de coisa. Até uns 15 anos trás, os jogadores realmente tinham de adquirir um estatuto de grande astro jogando bola, mas hoje esse rótulo chega antes de que possam demonstrar alguma coisa. Por trás dessa indústria da badalação há, evidentemente, a projeção de desejos subjetivos de jornalistas, comentaristas e influenciadores, interesses de empresários, agências de publicidade, fornecedoras de material esportivo etc.
em Bate-Papo da Torcida > Turquia
Em citação ao post:
Prometeu muito e entregou nada. Geração muito jovem e badalada cedo demais. Desde a Copa do Mundo de Clubes falam desse Yildiz como um 'Del Piero Turco' e o moleque não chutou uma bola no gol. O Arda Güller jogou num ritmo que parecia o Lucas Lima e era outro comparado com algum craque - no caso, 'só' o Messi.
Assim como acontece no Brasil, lá fora também alguns jogadores mal despontam e já são tratados como craques sem terem atingido tal nível. Chega na Copa tendo essa responsabilidade e vemos quem é quem. Não surge um Mbappé protagonista com 18 anos a cada ciclo.
Foi irritante ver essa Turquia ter tanta posse de bola, tanta estatística nos dois jogos e pouquíssimas oportunidades claras. Hoje ainda foi um pouco melhor do que na estréia. Mas não dá pra dizer que o goleiro do Paraguai fez milagres. Só consagraram o carniceiro Gustavo Gómez.
