Leandro Silva
O Corinthians tá operando acima da sua capacidade de gerar receitas suficientes há muitos anos. É uma conta que não fecha. Esse salto no endividamento começou na volta do Andrés, quando brigou pra não cair em 2018 e em 2019 contratou uns 13-14 jogadores. Ali se perdeu controle e déficit de mais de R$ 100 Mi virou rotina, normalizou. Em 2021 Dubingo segurou 6 meses sem contratações e depois começou chutou o pau da barraca, trazendo vários jogadores pra ganhar R$ 1 Mi ou mais e isso não parou desde então.
O clube não consegue arrecadar dinheiro suficiente pra manter tanta despesa em dia e se perde no meio de tantas dívidas, deixando muita coisa de lado até os credores colocarem na Justiça - e termina sempre pagando, no mínimo, o dobro do que devia inicialmente. Continua insistindo na ilusão de que é possível ter um gasto alto com folha de pagamento e ainda dar conta de tudo que deve em impostos, tributos, fornecedores, processos perdidos, acordos parcelados, etc, etc.
Se sair a tão pedida Intervenção Judicial, a primeira medida de qualquer interventor vai ser enxugar drasticamente a folha, mesmo que isso custe o desempenho esportivo. Pq título nunca pagou e nem pagará dívidas. Bônus e premiações contidas em contratos de atletas, a situação do contrato com a Caixa que pode reter parte do valor (como aconteceu ano passado), torna as conquistas pouco lucrativas pra tirar o clube desse ciclo. Ainda que seja o objetivo final de um time de futebol, logicamente. Essa não seria a prioridade de uma gestão que buscasse equilibrar as contas.
em Bate-Papo da Torcida > Receitas recordes, caixa vazio e dívida bilionária são o retrato do...
Em resposta ao tópico:
Como torcedor, o que mais preocupa nesse balancete é perceber que o Corinthians continua aumentando as receitas, mas não consegue transformar isso em saúde financeira .
O clube arrecadou mais do que o previsto com patrocínios, direitos de transmissão e bilheteria, mas ainda assim fechou os quatro primeiros meses de 2026 com um déficit de R$ 168 milhões, muito acima do que estava orçado. Além disso, o caixa caiu para apenas R$ 14,5 milhões, enquanto a dívida total divulgada no fim de 2025 já chegava a R$ 2,7 bilhões.
Entendo a decisão de segurar jogadores para priorizar a Libertadores e buscar uma valorização maior dos atletas, mas é preocupante ver que o planejamento financeiro depende tanto da próxima janela de transferências. Um clube do tamanho do Corinthians não pode precisar vender jogadores para fechar as contas todo ano.
O Corinthians continua sendo uma potência em torcida, audiência e geração de receitas. O problema é que os gastos seguem crescendo em um ritmo que o clube não consegue acompanhar. Sem mais transparência, controle de despesas e responsabilidade financeira, o risco é comprometer ainda mais o futuro do clube.
Uma SAF urge e está (ou deveria) cada vez mais perto.

