Neto Crack
Comecei a acompanhar futebol em 2001, com 8 anos.
Nessa época, já tínhamos um time muito bom.
Assisti ao Corinthians ser campeão em 2005 com Tevez, vibrei com os gols dele e fiquei pistola com a eliminação para o River em 2006.
Porém, eu ainda era um torcedor comum.
Contudo, em 2007 o jogo virou para mim. Naquele ano, me tornei um torcedor fanático e apaixonado. Não lembro se foi por ter pesquisado a história do clube ou por ter me identificado com aquele time horrível, mas de muita raça.
No ano da queda, eu sempre sabia que nosso time era pior que o adversário. Os jogadores eram muito ruins.
Mas, naquela reta final, tivemos algumas vitórias impressionantes, com gols na raça e personagens improváveis.
Felipe defendendo os pênaltis do Paulo Baier. Betão fazendo o gol da vitória sobre o São Paulo, que já contava com a vitória antes da hora.
O São Paulo ria e zoava a semana toda; já se considerava campeão. Era o melhor time do Brasil, e nós o vencemos na raça.
Éramos chacota nos programas de TV, tendo como único defensor o Dr. Osmar.
Cada jogo naquele ano era uma guerra, e não podíamos perder nenhum.
Eu vivia cada partida como se fosse a coisa mais importante da minha vida.
Ao final, ficou a sensação de que fomos rebaixados de maneira injusta, com a suspensão do Finazzi e o juiz deixando o Goiás bater três pênaltis contra o Inter até conseguir fazer o gol.
Aquele time era muito ruim, mas não sei se pela pressão da torcida ou por outro motivo, os caras davam a vida em campo. Eu tinha 14 anos, e aquilo era incrível.
O time foi rebaixado, mas esse ano me tornou o corinthiano fanático e apaixonado pra sempre.
em Bate-Papo da Torcida > O time de hoje faria uma criança/adolescente entender e se apaixonar...









