Marcio Castro
Primeiro, defender algo do poder judiciário é falta de poder cognitivo. Decisão do judiciário se cumpre. Não dá pra torcer pra juiz. Pelamor..
Segundo... SAFiel, enquanto mão mostrar algo além de promessas, é só um André do Bilhão Gourmet.
em Bate-Papo da Torcida > A intervenção que você quer. É A SAFIEL!
Em resposta ao tópico:
Muita gente defende uma intervenção judicial no clube, acreditando que essa seria a forma de retirar do poder todos aqueles que contribuíram para a situação atual. Porém, vale lembrar que uma intervenção desse tipo seria algo praticamente sem precedentes no futebol profissional brasileiro.
Se seguirmos a lógica das intervenções realizadas em empresas privadas, o foco principal seria o saneamento financeiro: arrecadar recursos, quitar dívidas e equilibrar as contas. O futebol, nesse cenário, deixaria de ser prioridade. Isso provavelmente significaria redução de investimentos, perda de competitividade e um processo que poderia se arrastar por muitos anos, ainda mais considerando que o Corinthians não apresenta superávit consistente há bastante tempo.
Por outro lado, uma SAF controlada por um único dono também me parece uma solução inadequada. O Corinthians é uma instituição gigantesca, com uma torcida imensa, uma história centenária e um patrimônio imaterial impossível de mensurar. Reduzir tudo isso ao valor que alguém esteja disposto a pagar seria um erro.
É por isso que vejo a SAFiel como uma alternativa mais equilibrada. Ela teria o papel de promover a profissionalização da gestão, buscar recursos para reorganizar as finanças, criar mecanismos de controle e transparência e impedir que situações absurdas, como desaparecimento de patrimônio ou falta de prestação de contas, continuem acontecendo. Além disso, seus gestores poderiam ser responsabilizados civil e criminalmente por atos que causassem prejuízo ao clube.
O ponto mais importante é que não haveria um proprietário do Corinthians. E, caso as metas e compromissos assumidos não fossem cumpridos, existiria uma cláusula de reversão para proteger a instituição.
No modelo atual, seguimos dependentes de fatores que não podem sustentar um projeto de longo prazo: novas fontes de receita, vendas de jogadores acima do mercado, conquistas esportivas e, principalmente, da esperança de que os dirigentes façam aquilo que não vemos há muitos anos — uma gestão realmente profissional, transparente e comprometida com os interesses do Corinthians.
