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Post de Marc no fórum "Bate-Papo da Torcida" do Meu Timão

E desde quando coisa popular funciona? Desde quando o povo, o pobre tem condição de administrar alguma coisa?
Conversa mole de que o pobre é bom, o pobre vai cuidar do pobre, que o pobre é honesto.
Na minha vida eu vi que gente boa e gente ruim tem em qualquer lugar, qualquer país, qualquer religião, qualquer etinia, rico ou pobre.

A diferença é que o rico quando é safado ele rouba. O pobre quando é safado saqueia.

Um rico se é colocado para cuidar de direitos humanos, ele vai fazer um planejamento estratégico, pesquisar em órgãos oficiais onde ocorrem problemas relacionados ao tema, vai montar uma estrutura organizacional para operar, etc, etc. O pobre vai oferecer balinha para bandido na delegacia como fez o pessoal do partido do ladrão.

em Bate-Papo da Torcida > SAFiel 2.0: Explicando para torcedores corintianos

Em resposta ao tópico:

A SAFiel 2.0 é uma proposta melhorada para transformar o futebol do Corinthians em SAF:

Uma tentativa de devolver o Corinthians ao povo sem entregar o clube a um dono Corinthians em uma SAF, ou seja, uma Sociedade Anônima do Futebol.

Na prática, isso significa separar a administração do futebol profissional do restante do clube social, criando uma empresa própria para cuidar do time, das receitas, dos contratos, dos investimentos e das dívidas ligadas ao futebol.

Mas a principal diferença da SAFiel para outras SAFs do Brasil é que ela não quer vender o Corinthians para um bilionário, um fundo estrangeiro ou um grupo de investidores que passaria a mandar sozinho no clube. A ideia central é outra:

Fazer uma SAF popular, em que torcedores corintianos possam comprar ações e participar da construção do futuro do futebol do Corinthians.

Hoje, quando se fala em SAF, muita gente pensa logo em “vender o clube”.

No caso da SAFiel, o discurso é justamente o contrário.

A proposta tenta criar uma estrutura em que o Corinthians continue ligado à sua torcida, preserve sua história, seus símbolos, suas cores, seu escudo, seu hino e sua identidade popular. O futebol passaria a ser administrado com lógica profissional, mas sem abandonar a alma corintiana.

O ponto de partida do projeto é simples:

O Corinthians tem uma dívida enorme, vive pressionado por juros, antecipação de receitas, dificuldade de caixa e instabilidade política. Isso atrapalha a montagem do elenco, enfraquece o planejamento, aumenta o risco de punições e faz o clube viver apagando incêndio. A SAFiel propõe resolver esse problema colocando dinheiro novo dentro da estrutura do futebol.

A meta de captação é de R$ 2,5 bilhões, podendo chegar a R$ 3 bilhões.

Esse dinheiro viria principalmente da venda de ações para torcedores corintianos. Cada ação teria valor de referência de R$ 250.

A ideia é que o torcedor comum possa participar com pouco dinheiro, enquanto torcedores com maior capacidade financeira também possam investir mais, mas sempre com limites para evitar que alguém compre poder demais.

O projeto divide os investidores em três grupos.

O primeiro é o segmento popular, pensado para quem compraria de 1 a 10 ações.

O segundo é o varejo, para quem compraria uma quantidade intermediária.

O terceiro é o grupo de ancoragem, formado por investidores maiores, mas ainda limitados a no máximo 2% do total por CPF. Essa trava é importante porque impede que uma pessoa ou pequeno grupo domine a SAF.

Em termos bem simples:

A SAFiel tenta juntar dinheiro de muita gente, em vez de depender de um único dono.

Outro ponto importante é que as ações principais seriam ações com direito a voto.

Isso quer dizer que o torcedor não entraria apenas como alguém que doa dinheiro ou compra um produto simbólico. Ele seria, de fato, um acionista. Claro que comprar uma ação não significa mandar sozinho no Corinthians, mas significa fazer parte de uma estrutura coletiva de participação.

Para evitar que os maiores investidores controlem tudo, a SAFiel 2.0 criou o sistema de distritos econômicos. Funciona como uma divisão dos acionistas por faixas de quantidade de ações. Quem tem poucas ações fica em um distrito. Quem tem mais ações fica em outro. Cada distrito teria representantes em órgãos da governança.

Essa é uma das ideias mais interessantes do projeto. Em vez de deixar apenas quem tem mais dinheiro decidir tudo, a SAFiel tenta garantir que o pequeno torcedor também tenha voz. O torcedor que comprou uma ação não teria o mesmo peso financeiro de quem comprou milhares, mas não seria simplesmente engolido pelos grandes investidores.

Na governança, a proposta também tenta afastar o futebol da política tradicional do clube. O Conselho de Administração teria membros independentes, sem vínculo direto com a Invasão Fiel ou com o SCCP. A função desse conselho seria supervisionar a gestão, proteger a racionalidade financeira e impedir decisões tomadas apenas na emoção de uma sequência de vitórias ou derrotas.

Além disso, o projeto prevê Conselho Consultivo, Conselho Fiscal, Comitê de Governança, Conselho Cultural e Comitê de Valorização do Torcedor. Pode parecer muita estrutura, mas a intenção é criar fiscalização, controle e participação. O Conselho Fiscal cuidaria da vigilância financeira. O Conselho Cultural teria papel importante para proteger nome, escudo, cores, hino e símbolos. Já o Comitê de Valorização do Torcedor serviria para defender pautas como ingresso popular, acesso ao estádio, segurança, transporte e respeito à arquibancada.

Esse ponto é essencial.

Uma crítica comum às SAFs é que elas podem transformar o futebol em um produto caro, elitizado e distante do torcedor comum. A SAFiel tenta responder a esse medo colocando a valorização do torcedor dentro da própria estrutura do projeto. Não basta o torcedor comprar ingresso e sofrer pelo time. A proposta quer que ele tenha canais formais para cobrar e participar.

O clube social também seria preservado. Segundo a proposta, a associação receberia um aporte inicial de até R$ 50 milhões, além de royalties estimados em R$ 600 milhões ao longo de 10 anos pelo uso da marca e da identidade institucional. Também haveria extensão de patrocínios para outras modalidades e cooperação entre SAF e clube social.

Isso significa que o futebol deixaria de ser um peso financeiro direto para a associação e passaria a gerar receita para ela. Em tese, seria bom para o time e também para o clube social. O futebol ganharia uma estrutura profissional e capitalizada. O clube social ganharia dinheiro, previsibilidade e alívio sobre dívidas.

A SAFiel também prevê uma cláusula de reversibilidade.

Em linguagem simples, seria uma espécie de “botão de segurança”. Caso a SAF descumpra regras graves, entre em descontrole financeiro ou coloque em risco a continuidade esportiva do Corinthians, o clube poderia retomar o controle do futebol em determinadas condições. Esse ponto é importante, mas precisa ser muito bem escrito nos contratos para não virar apenas uma promessa bonita no papel.

O projeto também fala em reinvestir os lucros.

Nos primeiros cinco anos, a ideia é não distribuir dividendos aos acionistas, usando todo o lucro para fortalecer o futebol. Depois disso, pelo menos 75% do lucro continuaria sendo reinvestido.

Isso mostra que a proposta não é pensada para enriquecer rapidamente quem compra ações. A lógica é valorizar o Corinthians no longo prazo.

Para o torcedor comum, talvez a melhor forma de entender seja esta:

A SAFiel quer trocar o modelo atual, marcado por política interna, dívida e improviso, por uma estrutura empresarial com dinheiro novo, regras de controle e participação popular. O Corinthians não seria entregue a um dono. Seria reorganizado numa empresa de futebol com milhares de corintianos como acionistas.

Mas é preciso ter cuidado.

A ideia é forte, mas ainda depende de muita coisa:

A aprovação interna do clube, análise jurídica, auditoria, validação das dívidas, regras da CVM, bancos ou corretoras para coordenar a captação, documentos definitivos e adesão real da torcida.

Uma coisa é a proposta no papel.

Outra coisa é conseguir levantar bilhões de reais de forma organizada, segura e transparente.

Também é fundamental que o torcedor entenda que comprar ação não é o mesmo que comprar camisa, ingresso ou plano de sócio-torcedor. Ação é investimento. Pode valorizar, pode não valorizar, pode ter pouca liquidez e envolve risco. Por isso, a comunicação precisa ser muito clara, sem iludir ninguém com promessa de lucro fácil.

Mesmo com esses cuidados, a SAFiel 2.0 apresenta uma ideia poderosa:

O Corinthians precisa de dinheiro, gestão profissional e proteção contra a velha política, mas não precisa abrir mão da sua identidade para conseguir isso. O projeto tenta mostrar que existe um caminho entre continuar afundado no modelo atual e vender o futebol para um dono.

No fundo, a SAFiel coloca uma pergunta na mesa:

Se o Corinthians nasceu do povo, por que o seu futuro não pode ser financiado, fiscalizado e protegido pelo próprio povo corintiano?

A resposta ainda depende de debate, ajustes e muita transparência.

Mas a proposta merece ser discutida com seriedade, porque o Corinthians não pode continuar refém de dívida, vaidade política e decisões improvisadas. O clube é grande demais para viver pequeno.

E qualquer projeto que tente devolver grandeza, responsabilidade e protagonismo ao torcedor precisa, no mínimo, ser analisado com respeito.

VAI CORINTHIANS!

Responder ao post do Marc

Réplicas desse post

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Renato 402 posts

@renato.pagano em 09/06/2026 às 19:11

Nunca ouvi falar de um rico que não fosse safado rsrs, não existe como uma pessoa honesta ganhar mais do que ela precisa sem explorar outras pessoas, simplesmente não existe. Te falta consciência de classe.

Agora concordo que o pessoal do Partido do Ladrão (PL) adora um bandido, ainda bem que esse tá preso, logo mais vai o restante da corja que é amigo do rico dono de banco.

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Carbone 5.098 posts

@john-wallace-remanow em 09/06/2026 às 18:41

Afee...

Distribuindo sabedoria

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Paulo 2.271 posts

@burnex em 08/06/2026 às 22:54

Kkkkkkkk é cada absurdo que a gente lê...

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