Juan Veron
Na torcida eu tenho certeza que não está mesmo. Kkkk
É concordo está em quem admisntra.
É também no poder que ele exerce na entidades que estão no estado do Rio de Janeiro ou tem suas sedes lá.
Globo
CBF
Stjd
Isso faz muita diferença. Também
em Bate-Papo da Torcida > O segredo do Flamengo
Em resposta ao tópico:
Pode doer admitir isso sendo corinthiano, mas talvez o maior segredo do Clube de Regatas do Flamengo não esteja apenas na torcida, nos títulos ou no dinheiro que entra. O segredo está em quem administra o clube.
Enquanto muitos clubes brasileiros ainda funcionam como extensões de grupos políticos, favores internos e amadorismo histórico, o Flamengo decidiu tratar o futebol como uma grande corporação internacional. E isso muda absolutamente tudo.
Você olha os nomes que passaram ou passam pela gestão do Flamengo e parece conselho administrativo de multinacional:
Fábio Coelho, ex-presidente do Google Brasil;
Luiz Eduardo Baptista, executivo que passou por gigantes como Lojas Americanas e SKY;
Flávio Willeman, procurador do Estado do Rio;
Cláudio Pracownik, ligado à Bolsa de Valores do Rio;
Mário Sampaio, ex-diretor da Rede D’Or.
E esses são apenas alguns exemplos.
No Flamengo, a impressão é que os dirigentes são escolhidos como se estivessem montando a diretoria de uma holding bilionária. Existe governança, auditoria, cobrança, metas, profissionalismo e assessoria de multinacionais que literalmente aprovam ou rejeitam as contas do clube. O Flamengo passou a funcionar como empresa de alto nível, mesmo continuando associação esportiva.
Enquanto isso, olhando para o Sport Club Corinthians Paulista, a sensação é de tristeza. E aqui não se trata de desmerecer ninguém pela origem ou profissão. Trabalho digno é trabalho digno. Não existe vergonha em ser comerciante, donodono de oficina ou pequeno empresário. Muito pelo contrário.
Mas a diferença de trajetória e qualificação administrativa entre os grupos que comandaram os clubes é gritante.
Enquanto o Flamengo montava gestões com executivos vindos de Google, mercado financeiro, grandes hospitais e multinacionais, o Corinthians era conduzido por figuras como:
Andrés Sanchez, ex vendedor no Brás;
Alberto Dualib, dono de papelaria;
José Masur, dono de pequena oficina mecânica;
Augusto Melo, ligado ao ramo de garagens e estacionamento.
Novamente: isso não diminui o esforço ou a história pessoal de ninguém. Mas administrar um dos maiores clubes do planeta exige preparo compatível com o tamanho da instituição. O futebol moderno virou uma indústria bilionária. Hoje um clube movimenta cifras, contratos, marketing, mídia, compliance, auditoria e operações internacionais comparáveis às de grandes empresas.
E talvez seja exatamente aí que o Flamengo abriu a distância.
Porque dinheiro, torcida e marca o Corinthians também tem. O que falta é gestão do tamanho do clube. O Flamengo entendeu antes dos outros que futebol moderno não se vence só no campo. Se vence em planilha, governança, marketing, inteligência financeira e profissionalização extrema.
O mais doloroso para o corinthiano não é ver o Flamengo rico. É perceber que o Corinthians poderia estar exatamente no mesmo patamar — ou até acima — se tivesse sido administrado com o mesmo nível de profissionalismo nas últimas décadas.