Rodrigo Paula
Até o Denilson disse isso uma vez no programa da Renata.
- Se o Corinthians tivesse um diretoria que gosta do clube e quer ver o clube crescer, esquece.
Para um São Paulinho admitir isso é duro. É tão óbvio.
em Bate-Papo da Torcida > Salvem o Corinthians quem pode salvar!
Em resposta ao tópico:
Muita gente pensa assim sobre o Sport Club Corinthians Paulista. O clube atravessa anos de má gestão, dívidas enormes, brigas políticas internas e decisões amadoras, mas continua “em pé” por causa de alguns pilares muito fortes:
* uma torcida gigantesca e apaixonada;
* uma marca muito forte nacionalmente;
* capacidade de gerar receita mesmo em crise;
* tradição histórica e peso da camisa.
Um clube menor, sem essa estrutura emocional e financeira, provavelmente já teria afundado ou virado irrelevante em situações parecidas.
O Corinthians vive muito do que construiu ao longo da história: Democracia Corinthiana, títulos nacionais, Libertadores, Mundial, identificação popular, Arena, audiência enorme… Isso sustenta o clube mesmo quando a administração falha.
Mas existe um limite. A tradição segura por um tempo, não para sempre. O futebol brasileiro mudou:
* clubes estão se profissionalizando;
* gestão virou tão importante quanto elenco;
* quem se organiza cresce rapidamente.
Enquanto rivais modernizaram processos e gestão, o Corinthians muitas vezes ficou preso em disputas políticas e interesses internos. É isso que revolta muitos torcedores: parece que o clube pertence mais aos grupos políticos do que à torcida.
A sensação do torcedor é:
“O Corinthians é gigante demais para acabar, mas está sendo pequeno na forma de administrar.”
E talvez o mais triste para o corinthiano não seja perder jogos, mas perceber que o potencial do clube é muito maior do que aquilo que vem sendo entregue.